Está difícil a vida – e a morte, também - de terrorista. Devem estar que nem podem. Coitados. Por mais que se esforcem raramente as suas acções são reconhecidas atempadamente como resultantes da sua indómita vontade de aterrorizar. São sempre incidentes, ocorrências ou, na melhor das hipóteses, actos tresloucados.
Há, depois, aquilo da fé. Verdade que cada um tem a sua. Eles, com toda a legitimidade, têm a deles. Mas, desgraçados, por mais que insistam em se rebentarem por causa e em nome dela – da fé – outros ainda mais desgraçados esfalfam-se por demonstrar o contrário. Que não, que não têm fé nenhuma e mesmo que tenham não foi nada em nome da dita fé que se fizeram em fanicos. São, portanto, considerados uns mentirosos. Tese que, desconfio, pode ser considerada discriminatória por se tratar de um julgamento preconceituoso contra a classe dos bombistas suicidas.
Pior ainda é o que se segue aos rebentamentos. Não para os rebentados, que esses já foram ter com as virgens, mas para os candidatos a rebentar. Os infelizes têm de aturar os papalvos das flores, das rezas, das velas e dos facebook’s amaricados. Uma chatice. De tal ordem que até os que ainda não foram acometidos da vontade de se explodir ficam mortinhos por o fazer. E costumam fazê-lo.
Tem toda a razão! Coitados dos terroristas.
ResponderEliminarNão podem ser discriminados, nem pelo seu modus faciendi (não lhes permitem outro), nem pela sua fé que, ao que parece, é aquela que não move montanhas e que obrigou um profeta a ir até ela — formou-se um montanheiro.
Por cá sempre tivemos, temos e teremos uns tantos penantes: palmas, falecidos de agua benta, selfies-made man, belitas do carmo e da trindade.
Esta derradeira foi mesmo violentada por colega da esquerda que comia caviar ao desjejum (não comia crianças; talvez, muito talvez, as mães)
Então não é que lhe deram uma consulta de emagrecimento para gerir — ela, coitada, uma gorda informe. Isto não se faz!
Quanto aos saloios das flores, rezas, velas e facebook’s, Vexa teve a última palavra.
E já fizeram acreditar que há mais para exploodir.
ResponderEliminarQue medo!
Kis :{}
Há que respeitar a liberdade de aterrorizar!
ResponderEliminarAté ao dia em que mandem um parlamento qualquer pelos ares...Nessa altura, quando os mortos forem cidadãos de primeira, isto muda. Acabam-se logo aquelas coisas politicamente correctas que se dizem nestas alturas e vai foguetório para cima deles...
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