E aquilo do bolo-rei não trazer fava nem brinde?! Outra – mais uma - intromissão grosseira nas nossas liberdade individuais de que já ninguém reclama. Verdade que durante muitos anos, entre o Natal e o dia de reis, não fiz mais nada do que andar em funerais de gente que morreu engasgada por, inadvertidamente, ter engolido o brinde ou voluntariamente ter tragado a fava. Era um regabofe para as agências funerárias. Os gatos-pingados andavam numa lufa-lufa. E os dentes e placas que se escavacavam nesta quadra? Mais que muitos. Tantas que o meu vizinho dentista se despedia da família e só voltava a casa por altura do Carnaval, tal era a trabalheira. Mas, ainda assim, preferia os bolos-rei de outros tempos. Tinham mais piada. E muito mais frutos, também.
Apesar de não ser grande apreciadora de bolo rei nunca achei graça nem ao brinde e muito menos à fava. Sorri ao ler este teu post e sim houve vários acidentes e alguns fatais. Há outros coisas que me preocupam mais mas não tenho poderes mágicos para as banir.
ResponderEliminarBeijos e boas entradas
Escrito assim, fica-nos a ideia de que a proibição é coisa recente quando de facto não é.
ResponderEliminarPor mim, é uma boa ideia esta proibição. Já vi algumas pessoas partirem próteses e até algumas ficarem engasgadas.
Nunca, no entanto, soube de alguma agência funerária a lucrar com o problema.
Bom ano, KK
Seguindo a tua linha de pensamento direi que há outras coisas que deviam preocupar muito mais os governos...
ResponderEliminarO que me aborrece é esta mania de regulamentar todos os aspectos da nossa vida. Os governos podiam preocupar-se com coisas realmente importantes. Isto a continuar assim ainda fazem uma lei a proibir de sacudir mais de três vezes no fim de cada mijadela...
ResponderEliminarO mal é velho. Recordando:
ResponderEliminarCuidado, a pescada contém peixe
Produtos biológicos como fruta, vegetais, cereais, carne e leite não vão tornar as pessoas que os consomem mais saudáveis, já que têm níveis de nutrientes semelhantes aos alimentos produzidos pelo modo convencional. A maior diferença está na quantidade de pesticidas, conclui um estudo da Universidade de Stanford, Califórnia, publicado nesta terça-feira na revista Annals of Internal Medicine». Pode ler-se no Público. Ainda bem que há estes estudos, porque de outro modo não tínhamos nada com que limpar o nosso biológico rabo. Passe por favor a expressão, mas não me ocorreu nada mais higiénico.
A verdade é que nunca ninguém disse que aquelas belíssimas frutas e legumes com veneno não tinham imensos nutrientes. Aquilo que se diz — e não era preciso estes estudiosos estudarem nada, muito menos meter o estudo na Annals — é que aquela porcaria está cheia de nutrientes para a mosca do não sei quê e o bicho do não sei que mais caírem logo redondos à primeira trinca. Fora isso, aquilo de facto é óptimo. Os profetas tinham razão quando alertaram para o fim do mundo, só não sabiam que ia ser por causa da quantidade de porcaria que se põe na comida. O caso é tão grave que há dias, no Continente, dei com um saco de lombos de pescada congelados que dizia no verso: “Contém peixe”. Quando vemos que até a pescada já contém peixe, percebemos que isto não vai acabar bem.
No extinto http://www.lobidocha.com/Terça-feira, 04.09.12
E os caroços da fruta?! Por isso é que já há a uva sem grainha e melancia sem semente...
ResponderEliminarFartei-me re RIR!!
ResponderEliminarMuito bom, o texto.
Mas no que respeita a liberdades individuais - sobre as quais o governo interfere - há uma que até hoje não me desce.
https://gritaportugal.blogspot.co.uk/2007/12/dador-de-rgos.html