quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O que é mais difícil, carregar uma foto no facebook ou confirmar uma despesa no e-factura?

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O e-factura constitui o mais eficaz meio de combate à evasão fiscal inventado nos últimos anos. Daí que não surpreenda a permanente descredibilização de que tem sido alvo. Nem, ainda menos surpreendente, que o actual governo o queira arrumar. Deve ser uma espécie de reversão. Ou, bem à maneira socialista e esquerdola em geral, um prémio aos trafulhas e a todos aqueles que apreciam viver na barafunda. Usam, como argumento para deitar aquilo abaixo, a lengalenga dos velhinhos que, coitadinhos, não se entendem com estas modernices. Nem os velhotes nem os mais desfavorecidos que, coitados, não possuem essas geringonças informáticas nem têm acesso à Internet. Deve ser, deve. Mas só para o que convém. A mexer no Facebook são, uns e outros, uns especialistas...

4 comentários:

  1. Desculpa lá amigo, mas nisso discordo um pouco de ti. Há velhos e velhinhos que podem andar no Facebook e ou até saberem ligar o Skipe para falar com filhos e netos ausentes do país. São uma minoria mas porque andam? Porque foram ajudados por familiares e ou até pela Junta de Freguesia.

    Agora entenderem o E-Factura é outra loiça, não sabem e não têm como. Tenho sido abalroada por muitos e não me comprometo a fazer o seu IRS por falta de tempo, já basta o meu e o da minha mãe. Encaminho-os todos para a Junta e ou que levem todas as facturas que tiveram o bom senso de as guardarem às Finanças que farão isso.

    Eu se estou nestas "modernices" também por vezes não atino, mas aprendi muito metendo a mão na massa, já lá vão quase 20 anos.

    O certo e verdadeiro é que quem implementou esta versão foi o anterior governo e como não acredito em nenhum, deixo duas pergunta no ar: fizeram com a ideia de arrecadar milhões porque milhões não têm acesso por serem velhos e ou analfabetos?
    Pois é...

    Oxalá que o meu senhorio(já disse que sim) declare o valor das rendas, caso contrário terei de ir às Finanças perguntar se o incomodaram e ou como eu inserir tal valor já que tem mais de 65 anos e não é obrigado a emitir recibos electrónicos, porque declarei o ano passado e ainda não mudei de casa.

    Foi tudo um engodo, o povo fez o trabalho que deveria ser deles e despesas básicas como água, luz etc...em vez de meterem nas despesas gerais deveriam ir pelo IVA...pois, pois...estarem a par do que e onde gastas o que ganhas!

    Beijos

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  2. O e-fatura é muito mais fácil de usar do que o facebook, o Skipe ou essas coisas. Será é menos divertido.

    A administração tem o dever de se modernizar. Não pode, como qualquer outra organização, ficar refém de um reduzido grupo de pessoas que não consegue aprender, de outras a quem aquilo não interessa para poderem continuar a fazer as patifarias a que - e muito bem - tantas vezes te referes, de desconfianças que - desculpa lá - não fazem nenhum sentido ou de outras que se estão nas tintas para tudo e mais alguma coisa que vá para além do seu umbigo.

    Quanto ao IVA é algo que reclamo há anos. Os 250 euros de dedução devia ser de IVA suportado e não o total das facturas. Isso e o fim do sigilo bancário para efeitos fiscais. Mas, pelo andar da carruagem, isso só deve acontecer lá para o dia de S. Nunca. E à tardinha. Como dizia a minha avó, essa sábia senhora...

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  3. pimentaeouro11:11 a.m.

    O combate à corrupção e à fuga de impostos não é assim tão difícil Basta controlar cerca de 300 contribuintes das grandes negociatas e afins. Pelo meio acabar com as empresas que ganham o guito cá e pagam impostos na Holanda ou no noutro paraíso qualquer.
    Só é preciso que aja vontade... ou tomates.

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  4. Esses seriam os prioritários. Mas não, infelizmente não basta. O "monstro" necessita de mais. Muito mais.

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