sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Eu apoio Israel

Até porque num daqueles gajos barbudos enrolados num lençol bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe porque apanha.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Disparates da época

Por esta altura do ano, ou quando são aprovados os orçamentos municipais, surgem sempre algumas vozes, umas mais letradas que outras, sugerindo a necessidade imperiosa de aprovar os referidos documentos – mesmo que não sejam grande coisa - de forma a evitar que, face à não aprovação, a autarquia passe a ser gerida em regime de duodécimos.

Sinceramente não sei onde foram buscar essa ideia. Em caso de não aprovação deste documento de gestão, manter-se-à em vigor o orçamento do ano anterior e em lei nenhuma está previsto o recurso ao regime duodecimal na administração local. Pena que jornalistas, dirigentes partidários e até alguns autarcas ou aspirantes a isso, repitam convictamente o mesmo disparate todos os anos.

Já esta semana, quando se discutia se o PSD devia ou não votar favoravelmente o orçamento do Município de Lisboa, esta razão foi invocada por um dirigente daquele partido como um bom motivo para viabilizar a aprovação do documento. Isso e que o regime de duodécimos, que no dizer da criatura passaria a vigorar, só traria vantagens políticas ao actual presidente.

Recomendo a esta malta, até porque temos mais um acto eleitoral para as autarquias a aproximar-se a passos largos, a darem uma vista de olhos por uma espécie de “Manual do autarca” que quase todos os partidos políticos disponibilizam aos seus candidatos. Sempre se evitavam uns disparates.

É cultura (ou falta dela) estúpidos!

Os portugueses não têm a actividade política nem os seus intervenientes em grande conta. O pior é que os políticos não se cansam de lhes dar razão. Uns quantos, inquiridos um destes dias num programa televisivo, não souberam dizer onde ficam as prisões de Guantanamo e de Abu Graib, nem qual é a capital do Paquistão. Coisa que abona muito pouco a seu favor, revela uma fraca cultura geral e mostra que, provavelmente, em muitas outras matérias em que são chamados a intervir não farão a mais parva ideia do que estão a tratar.

Igualmente desconheciam o valor do salário mínimo nacional. Mas esse desconhecimento nem é de estranhar. Trata-se, para eles, de uma realidade longínqua, que só por acaso ocorre no mesmo país e que apenas lhes interessaria se, contrariamente ao que acontece, o vencimento da classe política estivesse indexado ao valor da remuneração mínima nacional.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Previsões (locais) para 2009

Por causa de um problema relacionado com a desarrumação de pastas e ficheiros que vai pelo meu pc, este texto será publicado com um atraso significativo relativamente ao que estava previsto. Ainda assim a tempo de deixar algumas previsões que não interessam a ninguém sobre coisas que interessam a poucos. Irrelevantes, portanto. Umas e outras.

Nas eleições que se vão realizar lá para o final do ano vão aparecer candidatos. Vários. Quantos mais melhor. E um deles, ou delas se as houver, vai ganhar.

Vão continuar as interrogações quanto à identidade do homem do bloco. Posso desde já garantir que, apesar disso, ainda não será em dois mil e nove que a mesma será revelada.

Novos blogues irão aparecer. E desaparecer, também. Os suspeitos da sua autoria continuarão a ser os do costume. Comentadores também não irão faltar. Principalmente daqueles que tentam por todos os meios, quase sempre baixos, chatear o autor do blogue. Nada de novo, portanto.

A merda de cão não vai desaparecer dos passeios e a maior parte dos donos continuarão a ser os mesmos porcalhões que já foram em dois mil e oito. Alguns fá-lo-ão pela calada da noite, outros, mais descarados, ou mais porcos depende do ponto de vista, passearão o canito à vista de todos sem se importarem com o que vão deixando para trás.

Mesmo assim vai continuar a ser bom viver em Estremoz.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Coleccionar é bom. E útil, também.

O coleccionismo é uma actividade manifestamente subvalorizada nos tempos que correm. São já poucos os que se dedicam a este passatempo, outrora muito popular, e que, em certas circunstâncias, se pode revelar de uma importância fundamental na vida de qualquer um. Será portanto um hábito a recuperar até, pelo menos, para memória futura.

Veja-se o caso de um arguido num processo mediático que corre há largos anos pelos tribunais. Graças à sua esposa, inveterada coleccionadora, é agora possível saber que nas datas em os alegados crimes terão ocorrido o homem estava no cinema. Tudo porque a extremosa senhora colecciona bilhetes de cinema. Algo de tão respeitável para coleccionar como qualquer outra coisa mas, reconheça-se, extremamente conveniente e oportuno. Pena não serem personalizados…sempre valorizava a colecção e dava algum crédito ao alibi!