segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Opinião irrelevante do dia

A frase irrelevante, ou apenas parva, do dia foi hoje pronunciada pela Ministra da Educação. Garantia a senhora cheia de satisfação com o sucesso das políticas do seu ministério que “só passa quem sabe”. Provavelmente aquele aluno que passou com oito ou nove negativas deve ser um génio. Só que ainda não sabe…

Vocês sabem do eu estou a falar...

Admiro o profissionalismo evidenciado pela esmagadora maioria das equipas que militam na primeira Liga do futebol português. Principalmente quando jogam contra o Benfica. Os seus jogadores correm e lutam como se não houvesse amanhã, deixam a pele em campo e disputam cada lance como se fosse o último das suas vidas ou dele dependesse a vitória num campeonato do mundo. Pena não jogarem sempre assim. Ou melhor, pena fazerem-no só em dois jogos cada época.
Não quero acreditar que a esta atitude competitiva possam estar associados os chorudos prémios de jogo que, alegadamente e a acreditar em certas coisas que se vão ouvindo por aí, a cada jornada um sócio ou adepto do adversário do glorioso terá para oferecer em caso de vitória. Isso seria mau profissionalismo para não chamar outra coisa.
Mau profissionalismo, este no âmbito da gestão, deve ser o que vai por uma determinada Sociedade Anónima Desportiva. Apesar dos muitos milhões ganhos nos últimos anos nas provas da uefa e da venda por valores estratosféricos de bastantes jogadores, as contas da agremiação insistem em não sair do vermelho. É caso para perguntar para onde irá tanto dinheiro…

domingo, 23 de agosto de 2009

Anónimos

De vez em quando levantam-se umas quantas vozes bradando contra os blogues anónimos ou o que neles se publica – ainda que sob a forma de comentário – “exigindo” que o autor da opinião emitida esteja devidamente identificado. Não me revejo neste tipo de crítica e considero esta posição difícil de sustentar num quadro que se pretende de liberdade e de ausência de amarras ao uso da internet.
Mais que o anonimato, que para alguns parece ser bom quando diz bem e mau quando diz mal, o que me deixa atónito é a falta de tacto, de juízo se preferirem, que muitos editores, comentadores e leitores destes espaços não se cansam de exibir. Os primeiros porque constituindo a blogosfera, na opinião de Vital Moreira, o quinto poder, não revelam capacidade para o exercer. Os segundos porque acham que a caixa de comentários de um blogue se assemelha à parede de uma casa de banho pública e, por último, os leitores que propagam quase à velocidade da luz muitas das atoardas que vêem publicadas e que depois de ajudarem a espalhar se apressam a condenar.
Embora não construísse este blogue de maneira diferente, rejeito liminarmente a sua inclusão no lote dos blogues anónimos. Desde o primeiro post que assumi a sua autoria e a diferença entre “anónimo” e “pseudónimo” pode ser encontrada em qualquer dicionário de língua portuguesa. Não colhem, não fazem sentido e não produzem por isso nenhum efeito, algumas insinuações que aqui vão deixando sempre que toco em temas mais “sensíveis” e que fazem questão de me recordar que isto de anonimatos é muito relativo. Insinuações anónimas, saliente-se.

sábado, 22 de agosto de 2009

Velharias esquisitas

Tudo se vende e tudo se compra. A prova disso são os “artigos” que semanalmente se encontram expostos na feira de velharias. Muitos são verdadeiras bizarrias, alguns vieram de uma qualquer lixeira e outros aparentam ser de origem mais que duvidosa. Apesar disso e dos preços absurdamente elevados, vai sempre havendo quem compre alguma coisa e desde que comprador e vendedor fiquem satisfeitos com o negócio realizado nada haverá a apontar. É o mercado a funcionar no seu melhor e pronto.
Quanto à bicicleta híbrida que este sábado suscitou a minha curiosidade nem sei muito bem em que categoria das que acima mencionei a hei-de enquadrar. Parece-me suficientemente bizarra, terá porventura sido recolhida do lixo e constitui uma verdadeira inutilidade à qual não vislumbro grande serventia. Ainda assim desconfio que algum “esperto” a vai comprar para enfeitar o monte.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Justiça cegueta

Não percebo a indignação que grassa pela blogosfera e por outros meios onde a voz da rua ainda se vai fazendo ouvir, a propósito da aparentemente estranha decisão judicial de obrigar dois policias vítimas de agressão a pagar as custas do processo que resolveram mover aos agressores. Antes de mais há que reconhecer que é muito bem feito. Os senhores agentes da autoridade não tinham nada que incomodar a justiça com estas minudências, nem tão pouco reclamar dos pobres cidadãos uma choruda indemnização que os mesmos não teriam condições de satisfazer. Condição, recorde-se, devidamente atestada pelas autoridades competentes para o efeito.
Esta sábia decisão revela igualmente que vivemos num país evoluído e onde os valores fundamentais são respeitados. Noutro lugar, desses que muitos admiram mas onde poucos de nós quereríamos viver, existiria a forte probabilidade de os fulanos, ainda antes de agredir os polícias, levarem um tiro nos cornos e a coisa ficar por ali sem que ninguém se preocupasse muito com isso. Nós somos diferentes. Consideramos os criminosos como pessoas boas que ainda não tiveram ocasião de mostrar ao mundo quanta bondade vai no seu coração. É por isso que lhes damos sempre mais uma oportunidade para o fazerem.
Entretanto alguém tem de ir pagando a conta. No caso os agredidos, embora corram rumores que eu acabo de inventar e ainda ninguém desmentiu, que estarão em curso algumas iniciativas de solidariedade promovidas pelo Partido Comunista, o Bloco de Esquerda e outras forças revolucionárias, visando assegurar a angariação de fundos para ajudar os agentes a pagar a elevada quantia que estão agora obrigados a suportar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Estacionamento tuga

Salvo raras excepções, que é como quem diz excepto aos Sábados de manhã, não se verificam em Estremoz dificuldades de estacionamento. A menos, claro está, que os condutores insistam em levar o carrinho para o interior dos estabelecimentos onde se deslocam ou, como é agora o caso, queiram à viva força deixar a viatura à sombra. É por isso que começa a ser comum ver carros estacionados nos locais mais inusitados e onde até há pouco tempo atrás seria impensável tal acontecer. A placa onde se realiza o mercado semanal e o passeio à volta do Rossio são apenas dois exemplos dos locais mais procurados pelos automobilistas mais sensíveis ao calor ou preocupados com a conservação dos seus meios de transporte.
Não é que tenha saudades do outro pirata, mas na altura em que esse personagem andava por cá coisas destas não aconteciam. A não ser que o prevaricador fosse uma senhora bem-apessoada e não revelasse dificuldade em exibir um sorriso simpático. Pelo menos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Portugal de verdade

Num documentário-reportagem-noticia ou seja lá o que for exibido pela SIC, tentou-se fazer passar a ideia, a propósito da intenção já anunciada pelo primeiro-ministro e pelo ministro das finanças de retirar benefícios fiscais aos portugueses com rendimentos mais elevados, que alguém que aufira um ordenado líquido de cinco mil e oitocentos euros vive no limiar da subsistência e família que se tenha de governar com dois mil euros por mês vegeta na miséria e leva uma existência digna de dó. Pelo menos era o que garantia um brilhante fiscalista enquanto explicava alarvemente que os ricos não pagam impostos – olha que grande novidade - e que mesmo com os ricaços que ainda vão pagando alguma coisa é preciso ter cuidado não vão eles por a fortuna ao fresco. Que é como quem diz ao largo.
A forma peremptória como o tema foi abordado pelos diversos intervenientes abalou profundamente as minhas convicções em matéria fiscal e fez-me ver que não passo de um ignorante. Uma verdadeira besta, reconheço. Afinal, ao contrário do que eu pensava, não são os pobres que emigram por o país não lhes proporcionar condições de vida minimamente aceitáveis. Parece que quem vai bazar daqui para fora, se esta ideia estapafúrdia for em frente, vai ser a tal malta dos cinco mil e oitocentos por mês.
Também acreditava, pelo menos até ontem, que apesar de não ter um ordenado daquela grandeza – termo bem escolhido não acham?! – estaria longe de ser pobre. Parece que me enganei e, agora que dei conta do meu erro, garanto que nunca mais irei reclamar nem vociferar para o televisor quando o conhecido e brilhante fiscalista por lá aparecer a explicar que, em nome do controlo da despesa e do rigor das contas públicas, os vencimentos dos funcionários públicos, as despesas com a saúde, a educação ou as reformas não podem aumentar. O que é compreensível. O Orçamento de Estado deve é garantir as benesses fiscais de quem, todos os meses, leva para casa cinco mil e oitocentos euros…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Que merdas é que andam a por na água engarrafada que esta gente não atina com o buraco?!

Estremoz é o concelho do distrito, logo a seguir a Évora e a grande distância de quase todos os outros, que mais recicla. Os dados são da empresa que procede à recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos e estão disponíveis na sua página na internet. Isto permite concluir que os estremocenses aderiram à ideia da reciclagem e que têm hoje uma consciência e uma prática ambiental perfeitamente consolidada.
Claro que, como em tudo na vida, existem sempre as ovelhas ranhosas. Ou porcos, no caso. E se nesta altura não espantará por aí além ver um reco ranhoso - será até mais ou menos normal - não deixa de ser estranho que o dito suíno não consiga introduzir meia dúzia de garrafões num ecoponto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cidade-livre?!

Durante os anos oitenta do século passado muitos municípios auto-proclamaram-se zona livre de armas nucleares, proibindo o armazenamento ou transito destas armas pelo território onde exercem a sua autoridade. Tal declaração não passou de um mero acto demagógico por, na prática, nunca poder produzir qualquer tipo de efeito. Por um lado não se conhece, nem tão pouco suspeita, da existência desse tipo de armamento como a existir ninguém acredita que as entidades militares peçam autorização seja a quem for para o armazenar ou transportar.
A queda do comunismo e o fim da guerra-fria ditaram o fim de muitas causas deixando pelo mundo fora – e também em Portugal – muitos órfãos destas militâncias. Foi, por isso, necessário encontrar novos moinhos de vento. Por cá, entre outras, surgiu a luta contra a tourada e, surfando esta onda, alguns autarcas aproveitaram já para declarar as respectivas terrinhas como “cidade anti-touradas” não autorizando a realização de espectáculos taurinos. Embora não seja aficionado este tipo de comportamento afigura-se-me pouco correcto, condenável e mesmo discriminatório relativamente a uma faixa populacional que aprecia este género de espectáculos. Para além de não ter outro efeito que obrigar os que gostam deste espectáculo a deslocarem-se às terras vizinhas que certamente não deixarão de aproveitar a oportunidade de negócio que lhes é proporcionada.
Temo que esta onda proibicionista se venha a alargar a outros sectores que o lobby do pensamento pretensamente politicamente correcto e dos militantes das causas parvas e totalmente desprezíveis não gostem, não apreciem ou que achem não se dever realizar. Não tarda estarão a propor a proibição da realização de sardinhadas, festivais de marisco ou festas populares que envolvam a degustação de qualquer tipo de animal abatido para o efeito. Não se arranjará por aí uma cidade, que seguindo este exemplo, se livre deste tipo de gente?!

domingo, 16 de agosto de 2009

Burlões

As burlas a empresários do ramo imobiliário por parte de cidadãos de etnia cigana, a que comunicação social tem vindo a dar eco nos últimos tempos e que resultou na recente detenção de duas pessoas dessa comunidade, não são novas e há muito que circulam estórias, mais ou menos rocambolescas, acerca dessa actividade.
É verdade que nenhum dos grupos envolvidos é conhecido pela lisura de processos ou pela transparência quanto à maneira como os rendimentos que sustentam o seu modo de vida são obtidos. Talvez por isso este tipo de crime não tenha ainda motivado por parte da opinião pública uma onda de indignação. Nem é crível que venha a suscitar. O mais provável é mesmo é este modus operandis vir a ser adoptado por outros bandos e o numero de burlados crescer significativamente.
Neste caso apenas me surpreende o facto de o SOS Racismo, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista e outros defensores de causas parvas e totalmente desprezíveis, ainda não terem tomado posição quanto a esta matéria. Nomeadamente para reclamarem o direito inalienável dos ciganos a burlar seja quem for e condenarem veementemente a ganância de empresários sem escrúpulos que se querem encher de dinheiro à custa de uma minoria socialmente desfavorecida, estigmatizada e injustamente discriminada no acesso aos mais básicos meios de subsistência.

sábado, 15 de agosto de 2009

Eleitores fantasma

A existência de seiscentos e cinquenta mil eleitores fantasma nos cadernos eleitorais constitui uma fraude de dimensões preocupantes que não está a ser devidamente valorizada pelas autoridades com responsabilidade na matéria nem pela opinião pública. Tal facto devia constituir motivo mais do que suficiente para adiar os próximos actos eleitorais até a verdade eleitoral e o cumprimento das leis da república estarem assegurados.
Quanto às legislativas, poderá estar em causa a fiabilidade dos resultados eleitorais em virtude da distribuição dos deputados pelos diversos círculos poder não corresponder ao número real de eleitores existentes em cada distrito, o que pode, no limite, falsear o número de representantes de cada partido na Assembleia.
Relativamente às autárquicas, a não haver correcção dos cadernos, estará em causa o número de lugares de vereadores, de membros das Assembleias Municipais e de Freguesia bem como a remuneração dos mesmos e o número de membros do gabinete que podem admitir. Como se pode constatar no mapa anexo – clicar para aumentar o tamanho da imagem – a actualização do número de eleitores pode significar em alguns municípios e freguesias uma baixa significativa dos vencimentos dos eleitos e isso, convenhamos, é coisa que não dá jeito nenhum.
Não sei se será ou não o lobby autárquico o principal responsável por este estado de coisas, agora que é ele o principal beneficiário restarão poucas dúvidas.
O mapa publicado bem como outra informação relativa a este tema podem ser consultados em www.dgaa.pt

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Assim está melhor…

Poucos dias depois de ter publicado este post o espaço em causa apresenta agora um aspecto completamente diferente. Está, como é fácil de constatar, muito melhor. Merece, por isso, destaque aqui no Kruzes. Não por esse facto, porque esse devia ser o seu estado normal, mas sim pela pronta intervenção dos serviços responsáveis pela limpeza do espaço. No caso a Junta de Freguesia da respectiva circunscrição.
Para que nos entendamos e simultaneamente sossegar alguns apaniguados mais histéricos é bom que se perceba que escrever acerca daquilo que nos parece estar menos bem é, também, um acto de cidadania, o exercício de um direito – quiçá o cumprimento de um dever – e não pode ser encarado como maledicência ou, como frequentemente se pretende fazer crer, uma espécie de ataque pessoal, politico ou de qualquer outra natureza, às pessoas com responsabilidade na gestão da coisa pública. Apaniguado ou comentador que não entenda isto, há que dizê-lo com toda a frontalidade, é parvo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Homem do Bloco

Durante algum tempo o Homem do Bloco que, recorde-se, não é de esquerda, não escreve em jornais e não liga nenhuma a essa parvoíce dos blogues, foi protagonista de diversas histórias aqui pelo Kruzes. A identidade da criatura suscitou até, entre os leitores, uma inusitada inquietação e várias foram as tentativas de descobrir a verdadeira identidade do nosso herói. Todas frustradas, diga-se.
Para desgosto de alguns a personagem desapareceu das páginas do Kruzes. Eclipsou-se. Sumiu. Deu-lhe o amok concluíram outros. Errado. Nada mais errado. Contra todas as expectativas ele continua a andar por aí. Parece, pelo menos é o que garantem fontes geralmente muito mal informadas e quase sempre danadas para a brincadeira, que o dito cujo terá sido visto a introduzir-se à sorrelfa num bar muito frequentado. Infelizmente o repórter no local preferiu apontar a objectiva para a placa publicitária e por isso ainda não é desta que ficamos a conhecer o nosso Homem do Bloco.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quem não tem cão também vota...

Apesar de mensalmente serem enviados para incineração mais de duzentos quilos de cão, o que revela estar o serviço competente que cá pelo burgo trata destas coisas a ser mesmo competente, arrisco-me a calcular que idêntico peso em merda de canito é deixada ao abandono pelos espaços públicos da cidade em igual período de tempo. E se relativamente à captura e abate dos animais vadios tem sido dada uma resposta muitíssimo satisfatória já o mesmo se não pode dizer do triste espectáculo proporcionado por dezenas de estremocences que passeiam os seus cãezinhos – ou simplesmente os soltam – deixando passeios, ruas e espaços verdes pejados de dejectos.
Não penso que a solução passe por colocar a polícia atrás desse pessoal mal-educado nem, ainda menos, fazer campanhas de sensibilização ou qualquer outra coisa que apele ao civismo de gente porca. A solução passará inevitavelmente pelo agravamento significativo do preço a pagar pelas licenças e pelo registo nas juntas de freguesia, bem como por uma fiscalização séria do cumprimento destas obrigações por parte dos possuidores de animais.
Poderá alegar-se que as juntas de freguesia não terão meios humanos nem financeiros para promover toda esta actividade administrativa e fiscalizadora. Admito que não tenham. A solução teria de passar pelo recurso ao outsourcing, um conceito todo modernaço e já aplicado noutras áreas, inclusive por algumas freguesias.
Isso ou outra coisa qualquer. Porque eu, que não tenho cão, também voto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Contraditório ou talvez não...

Não constitui um hábito neste blogue responder aos comentários, aprovados ou não, que aqui vão sendo deixados pelos muitos visitantes deste espaço. Abro hoje uma excepção para dar resposta a dois leitores que suscitaram questões que considero pertinentes e relativamente às quais, embora por razões distintas, entendi exercer o meu direito de censura. Que é como quem diz, não publicar.
No caso da “Vizinha do 1º frente”, de facto, tudo o que escreve corresponde à verdade. No entanto, como deve calcular, há verdades inconvenientes. Nem que seja, como é o caso desta, por razões geográficas.
Quanto ao anónimo cliente da Vodafone com o IP 77.54.131.161 enquanto continuar a tecer considerações de teor racista, xenófobo e carregadas de ódio – assim uma espécie de campanha negra, feita de perseguição pessoal e comentarismo travestido – relativamente à comunidade residente nas Quintinhas, que no fundo é igualzinha a você – sendo que o contrário também se aplica – não poderei, como compreende, aprovar os seus comentários. Já na parte em que se refere à minha pessoa devo dizer-lhe que está enganado. A possibilidade de ser seu pai é muito, mas mesmo muito remota. É que nunca fui de frequentar prostíbulos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estacionamento tuga

Diversas vezes me referi neste blogue à forma despreocupada, para qualificar simpaticamente, como os condutores tugas abandonam os seus veículos em qualquer lado e de qualquer maneira. Ainda assim há sempre alguém que me consegue surpreender. Embora a foto não mostre, neste local os lugares de estacionamento - pagos é bom salientar - estão devidamente marcados no pavimento, nada me leva a crer que não tenham as dimensões adequadas e a manobra para arrumar a viatura dentro do espaço assinalado não se reveste de especial complexidade. Tal facto não obstou a que o condutor do veículo azul estacionasse como a imagem documenta e, pior, abandonasse o local com o carrito naquela posição.
Não aprecio vândalos nem suporto actos de vandalismo, mas lá que um gajo que deixa o automóvel assim está mesmo a pedir um bom risco na pintura lá isso está.

domingo, 9 de agosto de 2009

Procedimentos...

Todos conhecemos, ou pelo menos já ouvimos falar de esquemas mais ou menos manhosos para contornar a justiça. Desde súbitas e selectivas amnésias a caganeiradas monumentais que impedem o mais voluntarioso e pacato cidadão de comparecer em tribunal ou de cumprir as obrigações que a lei exige.
No Expresso desta semana, a propósito de uma polémica bem actual, conta-se uma estória deliciosa de um candidato às eleições legislativas que terá tido o terrível azar de lhe ter sido engessado um braço precisamente na véspera de um teste policial à sua caligrafia, que teria de realizar no âmbito de um processo em que era suspeito de práticas muito pouco transparentes. Ao que parece o clínico autor da “obra”, a acreditar no dito jornal, familiar do candidato em causa e especialista noutra área bem diferente da ortopedia, terá apenas, segundo a Ordem dos médicos, tido um procedimento médico inadequado. Ou então, mas isso sou só eu a dizer, tirou o curso por fax e fez exame a um domingo.
Tal “azar” não constituiu, no entanto, motivo bastante para o agora candidato deixar a vida política. Pelo contrário, garantiu-lhe um lugar em posição elegível nas listas partidárias e vamos, quase de certeza, vê-lo dentro de poucos meses no parlamento a esbracejar sem que seja visível qualquer sequela da mazela que o atormentou. Tal como o médico, que continuará a efectuar procedimentos. Adequados, espera-se.

sábado, 8 de agosto de 2009

Os túneis do nosso descontentamento

Sim, é verdade. A luz ao fundo do túnel é já perfeitamente visível. A entrada no próximo túnel está prevista lá para Janeiro.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Kruzes cultural

Sem que perceba muito bem porquê, está enraizada entre os leitores mais habituais do Kruzes a convicção que o autor deste blogue despreza profundamente tudo o que tem a ver com cultura e com actividades culturais. Nada mais falso. Embora, reconheço, os meus conhecimentos em termos artísticos sejam confrangedoramente reduzidos. Para provar que até me interesso por essas coisas publiquei ontem uma foto obtida numa espécie de manifestação de cultura popular e mostro hoje uma outra tirada numa exposição de “coisas”, provavelmente obras de arte, que podem ser vistas e apreciadas num espaço público da cidade.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Macaquices

Certos argumentos, insinuações, conjecturas, divagações ou lá o que se lhe queira chamar, de tão rebuscados que são, a confirmarem-se, seriam o fim da macacada. Pelo menos da macacada tal como a conhecemos. É por isso que não acredito neles. Até porque macacos – verdadeiros macacões, nalguns casos – há cada vez mais. No meu nariz, por exemplo, habita uma verdadeira colónia. Mais pequena, ainda assim, da que reside em muitos sótãos. PS – (Pre)Texto sem nexo e (ainda) mais parvo do que o habitual para publicar estas fotos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Resort das Quintinhas

Pode ser apenas impressão minha mas à vista desarmada o Resort das Quintinhas, onde habita uma numerosa comunidade cigana, apresenta actualmente uma taxa de ocupação muito maior do que quando esta imagem foi obtida. Mesmo sabendo que a foto não é nova - é coisa para ter meia dúzia de anos – e conhecida a capacidade reprodutiva da espécie que ocupa o território, principalmente por isso constituir um elemento fundamental para a manutenção do seu estilo de vida, não deixa de ser preocupante o crescimento urbanístico e populacional do local em questão.
O sossego e a segurança do local, as condições em termos de infra-estruturas de que podem usufruir e os equipamentos, nomeadamente comércio e restauração, que se situam nas redondezas, parecem ser um factor decisivo para os habitantes demonstrarem uma especial apetência para se fixarem por cá. Para além, claro está, das elevadas prestações sociais que generosamente lhes são concedidas por um Estado sempre tão forreta a remunerar quem trabalha e mãos largas a distribuir benesses aos que pouco as justificam.
Para os mais pequenos a zona oferece também condições ímpares de diversão, graças à existência nos arredores de um amplo espaço alcatroado onde podem desenvolver diversas actividades lúdicas. Todas emocionantes e radicais. Podem, muitas vezes enquadrados e sob a supervisão dos progenitores, desenvolver técnicas de insulto, ameaça e, até mesmo, de extracção de bens a frequentadores ocasionais que tenham o azar de partilhar o local com os moradores do resort.
E as festas?! Consta que são uma animação e um verdadeiro espectáculo de som em altos berros, luz à borla, duram até às tantas e prolongam-se por vários dias. E noites. Quanto aos morfes são também do melhor. Parece que a especialidade é febra grelhada em carrinho de supermercado.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A má notícia

Sempre fez parte das minhas cogitações encerrar o Kruzes Kanhoto e dar por finda a minha participação na blogosfera nacional quando o todo-poderoso Google entendesse cancelar a minha conta do adsense. O que, conforme veio a suceder, podia acontecer a qualquer momento. Os senhores de Moutain View andavam de olho neste blogue, eram visita frequente da “casa” e por isso a exclusão não constituiu surpresa nem me apanhou desprevenido.
Apesar do que escrevi aqui, e mesmo sem saber se as alternativas entretanto encontradas justificarão o espaço que ocupam, o Kruzes Kanhoto manter-se-á activo e continuará a postar alarvidades e a emitir opiniões irrelevantes quase sempre desprovidas de fundamento. Pelo menos enquanto me apetecer e retirar desse facto algum prazer.
Esta é ela própria uma notícia irrelevante, um não acontecimento, algo que não interessa a ninguém e, também, uma alarvidade.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O contador não engana

Não sei os blogues tem ou não influência na formação da opinião e na escolha dos eleitores. Ignoro igualmente se esta nova forma de comunicar detém algum poder de condicionar a actividade política, as decisões dos políticos ou se constitui uma espécie de pressão sobre os diversos poderes. Como, pela minha parte, não pretendo influenciar, condicionar ou pressionar ninguém isso não é coisa que me preocupe ou, sequer, me interesse. Sei apenas, é uma constatação por demais evidente, que são muitos os que estão permanentemente alerta acerca do que se escreve na blogosfera, para de pronto reagirem a tudo o que considerem pôr em causa a genialidade dos líderes que seguem e a suprema razão das causas em que acreditam. Sejam eles e elas quais forem.
Há também quem garanta que os blogues não têm uma audiência significativa e que não chegarão a mais que meia dúzia de pessoas. Até pode ser. Dependerá com certeza dos blogues e da maneira como se escreve neles. Não se espere que escrita medíocre e temas desinteressantes mobilizem muita gente para a leitura diária deste tipo de espaços.
A título de curiosidade, esta imagem mostra o número de visitantes que durante a última semana visitaram este blogue. Quanto aos outros não sei mas o Kruzes é lido por muita gente.

domingo, 2 de agosto de 2009

Gorjetas

Numa daquelas reportagens próprias da sealy season um canal televisivo passou ontem, num serviço noticioso, uma reportagem onde era feita a apologia da gorjeta. O timming foi o mais apropriado para o fazer porque o sector de actividade escolhido como exemplo - a hotelaria - vive por esta altura do ano a sua época alta e nada como estarmos cientes que é de bom-tom presentear monetariamente quem nos presta um serviço que entretanto já pagámos. Parece até haver uma tabela oficiosa para estas gratificações e que terá como mínimo dez por cento sobre o preço oficial!!!!
Por mim não concordo. Não dou gorjetas ao empregado de um restaurante só porque me serviu cortesmente e o bife com batatas fritas não vinha acompanhado de nenhum pintelho, à camareira do empreendimento turístico onde passo férias porque deixa os lençóis exemplarmente esticados quando faz a cama, nem ao gajo da recepção que se desfaz em sorrisos enquanto me explica como encontro o apartamento que reservei. E que entretanto já paguei, recorde-se.
Não vejo porque motivo à hotelaria há-de ser concedido este privilégio. E porque não quando abastecemos o carro com cinquenta euros dar mais cinco ao empregado da bomba que, todo solicito, até abriu e fechou o depósito? Ou à caixa do supermercado que, irradiando simpatia nos meteu as compras no saco poupando-nos a tão complicada tarefa? E porque não à funcionária do Registo Civil onde fomos tirar o cartão do cidadão e que recolheu as impressões digitais sem nos partir um dedo ou conseguiu a fantástica proeza de tirar uma fotografia sem que ficássemos com aquele aspecto de assaltante de bancos?! Bom…se calhar neste último caso é melhor não. Ainda alguém ia pensar que era corrupção…

sábado, 1 de agosto de 2009

Quem não tem cão passeia o gato

Já tinha conhecimento, através de narrativas geralmente bem-humoradas, que algumas pessoas tentam passear presos por uma trela diversas espécies de animais de estimação, nomeadamente gatos, coelhos, ratos e até patos, como se de um cão se tratasse. Com pouco sucesso como seria de esperar. No entanto só um destes dias tive ocasião de presenciar ao vivo tão patética ocorrência. Um senhor de respeitável idade, pelo menos a suficiente para evidenciar uma dose de bom senso bastante superior aquela que exibia, fazia diversas tentativas para passear - rebocar é capaz de ser mais apropriado - um gato preso por uma trela. Ora acontece que, como seria de esperar, isso desagradava profundamente ao bichano que, por todos os meios, se tentava libertar do elo que o prendia ao dono e evitar tão humilhante situação.
A cena, apesar de divertida para quem assiste, que não para o gato, encerra em si muito de preocupante. Provavelmente muitos serão já os que assim procedem não se dando conta do ridículo do seu procedimento e de quanto anti-natural é o comportamento que querem forçar o animal a adoptar. Nisto, como noutras coisas, não há cá “novas realidades”, “cada um faz o que quer” ou “têm todo o direito de passearem o que quiserem”. É estupidez, parvoíce e o que mais se lhe queira chamar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

KK

Para aqueles - e também para aquelas porque eu não sou de discriminar ninguém – que pesquisam no Google, ou no Ask.com, que parece ser um motor de busca com alguma popularidade entre os comentadores deste espaço, fica mais uma vez o esclarecimento que o nome do blogue é KRUZES KANHOTO. Com dois Kapas.

"Boom" só se fôr de promessas

Ao contrário do que pensa o jovem comunista que revela dúvida quanto à democraticidade do regime que vigora na Coreia do Norte, acho uma boa ideia a intenção socialista de atribuir lá para 2011 um subsídio em forma de conta bancária a cada recém-nascido. Até porque, para quem já subsidia o aborto, esta medida mais não será do que repor um pouco de equidade na coisa. Pena, evidentemente, ser uma quantia irrisória. Mas como o dinheiro não chega para tudo há que ser rigoroso nas contas. Como é, aliás, apanágio deste governo.
Claro que esta medida não irá potenciar uma escalada de nascimentos, assim a modos que um baby-boom à portuguesa, porque a questão financeira não é o motivo principal que leva as pessoas a optarem por ter poucos filhos ou mesmo a não terem nenhum. Verifica-se aliás o inverso. A taxa de natalidade foi baixando na medida em que as condições de vida foram melhorando e, como é notório, é entre a população mais pobre que essa taxa é mais elevada. As pessoas não tem filhos porque são comodistas, egoístas talvez seja o termo mais apropriado, não querem ter chatices e cada vez mais encaram a paternidade como uma maçada. Começa inclusivamente a assistir-se ao surgimento de um fenómeno preocupante e altamente perturbador, em que presença de crianças em determinados espaços abertos ao público é encarada como prejudicial por algumas bestas que já se esqueceram que, em tempos, também foram crianças.
Seguramente que em matéria de incentivo à natalidade dever-se-á ir muito mais longe. Ainda que isso represente um significativo aumento da despesa pública, a subida do défice ou, até mesmo, um aumento de impostos. A começar, por exemplo, pela criação de um imposto sobre a posse de animais domésticos, sobre as viagens ao estrangeiro ou, como muito bem lembrou a dona Manela, sobre os iates. Claro que também podia sugerir o agravamento da carga fiscal sobre os casais que não tenham filhos, mas seria certamente acusado de promover a discriminação dos homossexuais ou, realmente grave, dos casais constituídos por pessoas normais que não conseguem assegurar descendência.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A cegueira, a azia e outras parvoices

Num comentário a este post um leitor aconselhava-me uma consulta de oftalmologia. Depois pensou melhor e recomendou-me os serviços da especialidade do Hospital de Santa Maria. Bem escolhido, sem dúvida. Embora receie que pouco possam fazer por mim dado o já avançado estado de cegueira que pareço evidenciar. É que junto aos triângulos ajardinados cujas fotos parecem ter estado na origem da recomendação que me é feita, existe ainda um terceiro espaço no qual eu não tinha reparado. Mas reparei agora. Depois de ver o comentário. Será que me fez bem à vista?!

Redes ditas sociais

Como qualquer um que dedique a estas coisas dos blogues gosto de ter visitantes. Muitos de preferência. E para os obter nada melhor do que seguir as recomendações dos mais experientes nesta matéria que, entre outras maroscas, recomendam a utilização das chamadas rede sociais como meio de divulgação do blogue a promover. É essa experiência que hoje partilho com quem tem a paciência de me ler.
Comecei por criar o meu hi5. Por mau jeito, inexperiência ou outra coisa qualquer, daí não resultou nenhum - nem um único! – visitante para o Kruzes. Surgiu, isso sim, o pedido de “amizade”, que prontamente aceitei, vindo de um partido politico que se revela incondicional adepto das novas tecnologias mas cujo nome não será aqui mencionado. A propósito aproveito para enviar aos militantes, simpatizantes, apoiantes e apaniguados em geral do partido cujo nome não será aqui mencionado, um grande bem-haja. Ou um valente saravah, se preferirem. Ter que ler idiotices como as que por aqui vou escrevendo não deve ser tarefa agradável, mas sempre vai, ao contrário do hi5, contribuindo para animar o contador de visitas.
A minha permanência naquela rede social foi, no entanto de curtíssima duração. Após o estabelecimento da tal “amizade” começaram a surgir novas propostas de “amigos” e, principalmente, “amigas”. Curiosamente todos de peso. Bastante peso, até. Pelo menos a julgar pelas fotos. Mas esse revelou-se o menor de todos os males. O pior, mau mesmo, é que todos eles pertenciam a essa imensa maioria que não lê blogues. Em consequência dessa constatação apaguei o meu hi5 e criei um espaço no Orkut. Mas isso será objecto doutro post…

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A "erva"

O que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. Trata-se de dois pequenos recantos que, como tive ocasião de enaltecer neste blogue, foram recuperados pela Junta de Freguesia após anos de abandono e desleixo. No entanto cada um teve um destino bem diferente. Um deles é cuidadosamente tratado pelos moradores da casa que lhe fica mais próxima e, como pode constatar-se pela imagem, apresenta um aspecto limpo e digno. Ao outro está reservado o papel de parente pobre. As ervas não são arrancadas, o espaço não é limpo e parece ter sido votado ao desprezo por quem tem a obrigação de cuidar dele.
Mas afinal o que têm em comum estas duas fotos? Aparentemente pouca coisa. A não ser que, nem num nem noutro caso, o espaço é cuidado com a frequência que se impõe por quem tem obrigação de o fazer.