domingo, 9 de fevereiro de 2025

Eles opinam muito...demasiado, até.

Segundo a ERC – entidade que regula a comunicação social – é cada vez mais difícil, nos serviços informativos dos canais de televisão, distinguir a noticia da opinião. Nada de novo. Ando a escrever e a dizer isso há anos. Não admira que em todos os canais se insista na necessidade de controlar as redes sociais. Um discurso que vai fazendo eco na sociedade, mesmo entre aqueles que pela sua formação ou experiência de vida têm obrigação de topar os objectivos desta malta à distância, mas que mesmo assim não se cansam de repetir que “temos de mandar as redes sociais abaixo”. Não é que este tipo de discurso me surpreenda. Não é pelo facto de as pessoas terem ou não um curso e idade suficiente para ter juízo que deixam de comer a palha toda que os telejornais lhes põem na gamela à hora do jantar.


Informação é poder. Sempre foi. E os activistas, das diversas causas, que enxameiam as redacções da comunicação social sabem-no muitíssimo bem. Daí que não lhes dê jeito nenhum que tudo o que acontece, seja onde for, possa ser conhecido em todo o lado quase de imediato. Pior, ainda, do que isso. Sem que eles nos possam impingir o “lado certo” de cada história. Só um tolinho – e, pelos vistos, há muitos – acreditará que são as noticias falsas que os preocupam. Não são. O que verdadeiramente os aborrece são as verdadeiras.

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