
A falta de literacia financeira dos portugueses é confrangedora e afecta transversalmente todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e extratos sociais. Pior ainda é, ao nível dos políticos e de quem os rodeia – nomeadamente assessores e quadros das administrações públicas - desde o governativos ao autárquicos, verificar-se igual índice de analfabetismo financeiro.
Muitas destas matérias pouco ou nada têm a ver com o que se aprende nas escolas ou universidades. Há coisas que são básicas. Do senso comum, mesmo. Daí que, apesar de hoje se entender que é à escola e não aos pais que compete educar os filhos, não me pareça especialmente relevante que tenha de ser o sistema de ensino a tratar da educação financeira dos meninos. A literacia financeira adquire-se ao longo da vida e, actualmente, com tanta informação ao dispor da população só é burro nestes assuntos quem faz questão de o ser. Até a minha avó, que morreu já lá vão mais de trinta anos e não sabia ler nem escrever, era eximia a fazer contas e, desconfio, se fosse viva perceberia muito mais destas coisas que envolvem graveto do que muitos doutores que por aí ouço palrar.
Apesar de, reitero, não se me afigurar pertinente, não deixo de achar esquisito que a esquerda, sempre pronta a incluir nos currículos matérias relativas ao que cada um entende fazer na cama, chumbe sistematicamente tudo o que possa contribuir para uma melhor gestão dos recursos financeiros de cada qual. Prioridades. Mas percebe-se. Um cidadão informado e que saiba gerir a sua carteira dificilmente votará na esquerda.
Não faz muito sentido. O argumento do governo é que já faz parte do currículum. Porém nunca é demais incluir essas noções onde também faltam muitas vezes aos próprios professores.
ResponderEliminartá giro giro
ResponderEliminarEstou plenamente de acordo, só que falta uma variável, é que não há literacia porque também não há dinheiro, motivo pelo qual os protiugueses são exímios em gerir o pou
ResponderEliminarco que têm, tendo em conta que durante todo o ano somente sobra é mês.
"Pobretes e alegretes como gostava Salazar" mas pelos vistos os Costas e Esquerdalhas caviares deste País também . Ou não.?
ResponderEliminarO Salazar era da esquerda?
ResponderEliminarFoi o maior patrocinador da ignorância do povo deste país...
Verdade. Há muitos professores que em matéria de literacia financeira são zero à esquerda...
ResponderEliminarTá, tá...
ResponderEliminarPodo-se sempre contra-argumentar que cada um tem de fazer a vida à medida do dinheiro que ganha...
ResponderEliminarSim. Tal como a Salazar também à esquerda interessa a ignorância para se manter no poder...
ResponderEliminarNota-se...
ResponderEliminarA prioridade foi e é (lei votada e que passou antes do natal) a "literacia" de género. Agora deve estar(a dita cuja lei)em Belém na secretária do sr das selfies,à espera de avaliação.
ResponderEliminarExactamente.
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