domingo, 17 de dezembro de 2023

"Na terra do bom viver faz como vires fazer". Alguém que lhes ensine algo tão simples.

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O país precisa de mão-de-obra e se não há portugueses em número suficiente ou os que há não querem trabalhar, então, têm de vir trabalhadores estrangeiros. Parece simples, mas o chato da coisa é que por cá ganha-se mal. Gente com educação, bem-formada e com valores semelhantes aos nossos, como os cidadãos de leste que noutros tempos migraram para estas paragens, já não estão disponíveis para se deslocarem até aos confins da Europa. Preferem ficar mais perto de casa, nomeadamente nos países europeus que durante a governação socialista nos foram ultrapassando em matéria de riqueza gerada. Daí que sejamos actualmente invadidos por criaturas com princípios de vida substancialmente diferentes dos nossos - pior do que isso, que os rejeitam – e que fazem questão de exibir publicamente os seus, sem qualquer pudor ou respeito pela sociedade que os acolhe.


Por estes dias ocorreram dois crimes contra imigrantes oriundos da Ásia. As vozes a guinchar “racismo” foram mais que muitas. Inclusive de lideres partidários. Veio-se depois a saber que os alegados atacantes foram cidadãos portugueses de etnia cigana revoltados por os ditos imigrantes não respeitarem as regras praticadas por aquela comunidade e, vá lá saber-se porquê, a tese de racismo morreu logo ali. Tal como o assunto, diga-se. Nestes incidentes nada me surpreende. Nem o aproveitamento que determinados vermes procuram fazer destes assuntos nem, apesar de pouco noticiadas, as consequências deste choque cultural constituem grande novidade.


Deparar-me um destes dias, aqui no Alentejo, com um indivíduo em preparos idênticos aos da imagem é que para mim foi novidade. A primeira reacção foi pensar que se tratava de um fantasma. Mas não, os fantasmas não existem. De seguida ocorreu-me que já estaríamos no Carnaval. Mas também não, depressa me lembrei da data em que estávamos. Foi essa lembrança que me tranquilizou. Aquilo não se tratava de um invasor exibicionista. Se calhar era apenas um figurante de um qualquer presépio. Prefiro acreditar nisso.

1 comentário:

  1. Manuel da Rocha7:50 p.m.

    Entre 2018 e 2023 foram "só" 722829 empresas, internacionais, que mudaram as suas fábricas (cerca de 824000 postos de trabalho efectivos), para países como a Roménia, Polónia, Hungria, Estónia, Lituânia, Letónia e para a Croácia. Principalmente industria transformadora e têxtil. Isto só de Portugal. Na Roménia numa pequena cidade perto da fronteira sul, tinham 3000 habitantes. Com a chegada de 4 grandes fábricas de tecidos, a população actual são 89000 pessoas. 95% operários dessas fábricas e que vivem em bairros criados pelas empresas. Salário médio 363 euros mensais para 68 horas de trabalho semanal e 19 dias de férias anuais. Mas, a comida é muito mais barata. Uma casa, estilo T2, custa 30000-40000 euros, transportes públicos ficam por 10 euros mensais (os carros são mais caros que cá, os combustíveis são mais baratos). Mesmo assim, pós-covid, a inflação foi de 110%, principalmente por causa da guerra, pois 80% dos produtos vinham da Ásia, via Rússia. Com a guerra, precisam de vir pela Turquia, ficando mais caras. Mesmo assim, com valores inferiores aos nossos, pelo menos, até 2026, quando aqueles países terão de adoptar a pauta aduaneira comum. Nessa altura, boa partes das empresas já estarão na Ucrânia (se conseguirem segurar a Rússia) e na Moldávia. Nessa altura, talvez, muita gente que votou na super coligação PSD-CDS, em 2015, irá perceber porque é que viam a Argentina como "elo dourado de 650000% de crescimento do PIB anual", para chegar a 3 meses das eleições, desaparecer das promessas e mudarem para a Holanda, mantendo as mesmas ideias. Desde aí, até hoje, a Argentina precisou de 80000 milhões emprestados, sem conseguir pagar 30000 milhões e já tendo falido por 672 vezes. A ideia de "99% da economia ser de exportações, com impostos zero, taxas zero e salários muito baixos" só funciona com regimes ditatoriais. André Ventura é o único que assume isso, pois defende o fim da democracia e que mal seja eleito, "ganhar 500000 eleições seguidas com mais de 90% dos votos de 1000 milhões de portugueses" (dito no congresso de 2021).

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