

Anda por aí uma lamuria, por causa da eventual falência de uma empresa detentora de vários órgãos de comunicação social, que tresanda a corporativismo. Algo que o Estado Novo muito apreciava, diga-se. Só falta, ou então já o fizeram e eu que não ouvi, apelarem ao governo para nacionalizar aquilo. Os argumentos são mais que muitos e vão desde a importância que a imprensa tem para a democracia – embora uma imprensa controlada pelo Estado seja de duvidoso cariz democrático – até à necessidade de combater a desinformação propagada pelas redes sociais.
O pior é que os jornalistas e os órgãos de comunicação social põem-se a jeito. Praticam um jornalismo de causas, não são independentes perante os factos, noticiam os acontecimentos de acordo com o seu ponto de vista e, muitas vezes, não se coíbem de manipular as noticias de forma a influenciar a perceção que o leitor tem sobre as mesmas. O caso da Argentina é por demais paradigmático. Há anos que aqueles país está num estado lastimável, mas apenas agora saltou para a ribalta. Em sentido contrário está o Brasil. No consulado Bolsonaro era um massacre diário de noticias sobre a tragédia política, social e ecológica que ocorria por aquelas bandas. Ganhou o Lula e tudo mudou. Deve ser o paraíso, aquilo. Espanha, mesmo aqui ao lado, continua distante do interesse jornalístico. Como se as cambalhotas e trapalhadas políticas absolutamente surreais do PS lá do sitio para se manter no poder não nos interessassem nada.
A ilustrar este post estão dois recortes de um assunto que a imprensa portuguesa noticiou como verdadeiro. O preço dos bilhetes dos transportes públicos na Argentina. Vale tudo. Até fazer concorrência às redes sociais em matéria de fake news.

A dita imprensa (e os média em geral) é que são a grande fonte das fake news. Deviam ter vergonha e "meter a viola no saco".
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