quarta-feira, 15 de novembro de 2023

PS 4ever

Para muitos socialistas e cartilheiros ao serviço da causa, a recente demissão do primeiro-ministro deve-se a um golpe de Estado promovido pelo poder judicial contra o poder politico legitimamente eleito. Um boa desculpa, sem dúvida. A lembrar o “deixem-nos trabalhar”, do Professor Cavaco Silva. Mas mais fraquinha, que esta gente é de um nível significativamente abaixo.


Isto enquanto, simultaneamente, promovem um golpe constitucional que dará lugar a uma espécie de regime de partido único. Que será o que resulta da sua permanente reivindicação que o PSD garanta – se calhar por escrito e com assinatura reconhecida pelo notário - nunca governar com o apoio do Chega. O que garantirá ao PS, por não se lhe aplicar o mesmo princípio relativamente aos extremistas admiradores de terroristas e ditadores diversos do PCP e BE, que governará para todo o sempre. Ou seja, os portugueses deixarão de ter uma alternativa à governação socialista porque, como é óbvio, os sociais-democratas nunca conseguirão sozinhos a maioria absoluta. "PS forever" pode muito bem ser o slogan da próxima campanha dos xuxas. Não precisam de agradecer.


Já escrevi noutras ocasiões que o Chega é o melhor aliado do PS e o garante da permanência no poder de gente com suficientes provas dadas no âmbito das artimanhas de viver à conta da política. Daí que tudo façam para reforçar a votação naquele partido. Um dia vai correr mal.

6 comentários:

  1. Pode-se pôr em causa o MP por tudo e por nada(e concerteza falham por vezes) mas já não se vê questionar os juízes dos tribunais,como se fossem seres superiores sem falhas.

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  2. Manuel da Rocha9:40 p.m.

    O problema é que Luís Montenegro já MENTIU aos Açorianos, quando o PSD Açores disse que nunca se iria coligar com o Chega, até 2 horas antes do encerramento das urnas. Depois, foi descoberto que 2 vice-presidentes, do PSD continental, tinham assinado um acordo 90 dias antes das eleições, com André Ventura, para que o PSD apoiasse alguns candidatos, do Chega, nas autárquicas seguintes. E o Chega quis avançar com as suas ideias de "dar o nome dos membros da FP25 e dos actuais membros do Chega a coisas (ruas, travessas, pavilhões desportivos, qualquer coisa)" algo que o PSD local não quis e os 3 deputados do Chega passaram a 1. André Ventura viu o PSD rasgar o acordo mas, não podia dizer muito mais, pois também dos 70000 membros do Chega, acham que o acordo era só o resultado dos 673 almoços/jantares, entre membros do PSD, Iniciativa Liberal e Chega, para alinhavar o acordo final.
    Curiosamente, na noite da demissão do primeiro-ministro, Hugo Carneiro, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, foi jantar com Rui Rocha e Rita Matias, ao Ibis, em Lisboa. Foram apanhados por adeptos do FCP que lá jantaram. Será mesmo coincidência? É que André Ventura exigiu 5 ministérios e 19 secretarias de estado "no mínimo, se tivermos 18%", por isso, vamos ter 50 ministérios 1200 secretarias de estado e 9000 pessoas a trabalhar para o governo, a 4000 milhões de euros mensais, sem contar com ajudas de custo. Falta saber onde é que a coligação irá buscar 65000 milhões de euros, de receitas extraordinárias, para cobrir esse governo. Já bastou o que o PSD-CDS, fizeram em 2013-2014, com as direcções regionais da Segurança Social, nomeando jovens com 50 anos de diuturnidades e 30 a 1000 milhões de euros, de prémios de desempenho "caso não completem 60 anos de serviço público". Tribunal de Portalegre não deu razão ao ex-líder da segurança social local, que pedia 874 milhões de euros, depois de passar 161 dias lá, fazendo os processos atrasar mais de ano e meio.

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  3. Não percebi a maior parte dos números. Deve ser problema meu que tenho pouco jeito para isso.

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  4. Poem-se em causa quando dá jeito...

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  5. O futuro o dirá e lamento muito toda esta corrupção que já não é de espantar.
    Beijos e um bom dia

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  6. Alegada corrupção...

    Cumprimentos

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