segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Estarolas

Que os portugueses em geral, os políticos em particular e o país no seu todo não andam a “bater bem da bola” não constitui nenhuma revelação surpreendente. Salta à vista. Escolho apenas três afirmações, de outras tantas figuras públicas, porque não tenho tempo, vontade ou paciência para mais.


Começo por Marcelo, o Presidente. O homem sugere que os países que não aceitem migrantes paguem por isso. Assim uma espécie de multa que penalize esse mau comportamento. Países como a Polonia, que teve de recorrer à força para impedir a entrada no seu território de milhares de pessoas colocadas nas suas fronteiras pelo regime pró-putinista da Bielorrússia, teriam de lançar mais impostos sobre os seus contribuintes se esta ideia tresloucada fosse implementada. Felizmente nem todas as vozes chegam muito alto.


Paulo Raimundo, secretário do PCP, considera que PSD e CDS sofreram uma derrota indisfarçável nas eleições regionais da Madeira. Já o seu partido, com 2,7%, obteve uma grande vitória. Pois. Se ele diz, o melhor é nem o contrariar. Isso é coisa que não se deve fazer a pessoas com determinadas características.


Marques Mendes defendeu ontem, no seu espaço de comentário televisivo, que o governo proíba a venda de “raspadinhas”. Trata-se de uma dependência que está a arruinar a vida a muita gente, nomeadamente aos mais pobres garantiu o putativo candidato presidencial. Faz sentido. Eles que vão mas é comprar droga, que essa para além de legal gera dependência e ruina da boa.

7 comentários:

  1. Sugiro o seguinte artigo
    O silêncio impressiona. Perante um destino tão negro quanto o da canção de Dino Meira, os portugueses não saem à rua a partir tudo, a partir uma ou duas coisas ou sequer a notar que assim não pode ser. Fora da disciplina corporativa e sindical, os portugueses não se manifestam. No máximo, alguns portugueses resmungam – baixinho que as paredes têm ouvidos e os tempos voltaram a não ser propícios a exuberâncias. Em geral, porém, os portugueses comem e calam. Uns poucos comem no restaurante. A maioria come em casa, enquanto consegue suportar as respectivas prestações. Os restantes, quando querem comer, procuram as filas da caridade. Todos estão calados, todos parecem resignados, a contemplar o que quer que se contempla nos ecrãs dos telemóveis. Os portugueses são pobres mas pasmados.

    Tudo somado – preços, rendimentos, custos, tributações, trafulhices – Portugal é dos lugares menos confortáveis para se viver no Ocidente. A boa notícia é que, por este andar, em breve o Ocidente deixará de nos servir de padrão comparativo e, nem que seja só por uns anitos, seremos capazes de fazer um brilharete junto dos indicadores económicos e sociais da Venezuela e do Brasil. A má notícia é que, comparações à parte, somos uns pelintras. E a acomodação colectiva ao facto garante que continuaremos a ser uns pelintras por um longo e talvez eterno futuro. A pelintrice não nos enerva ou embaraça. Às vezes, dá a ideia de que nos envaidece.

    Alberto Gonçalves no Observador
    https://observador.pt/opiniao/pobres-mas-pasmados/

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  2. 1- A meu ver o que disse Marcelo foi a outros países da Europa que nunca quiseram migrantes.
    2- Paulo Raimundo está completamente desfazado da realidade e manda bocas para que não perca os fundos do seu querido amugo.
    3- Como bem sabes não jogo nada e impressiona-me ver algumas pessoas que de facto não se controlam com as raspadinhas. Mais, sofri muito com um viciado no jogo do qual livrei-me a tempo de mais dívidas de jogo! Já são águas passadas!
    Beijos e um bom dia

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  3. Cada tiro cada melro.
    Sabe o que lhe digo? Esgotou-se-me a paciência!
    Cumprimentos, caro KK.

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  4. Um dos melhores cronistas, o Alberto Gonçalves.

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  5. 1 - É, seja dirigido a quem for, um disparate.

    2 - Aquele partido ter assento na AR diz muito sobre o nível de ignorância dos portugueses.

    3 - Se o governo vai proibir todos os vícios vamos voltar aos tempos da inquisição..

    Bom fim de semana.

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  6. Mesmo sem paciência temos de aturar esta tropa fandanga.

    Bom fim de semana, caro António.

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