quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Dar o peixe...

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Ainda me lembro do tempo em que a esquerda citava com frequência as tiradas filosóficas proferidas pelos seus ideólogos. Recordo, por exemplo, aquela que garantia ser muito melhor fornecer uma cana de pesca a um pobre do que dar-lhe um peixe. Princípio que, desconfio, a dita esquerda já terá atirado às urtigas. O que não surpreende, dada a flexibilidade em matéria de princípios que afecta qualquer um quando está em causa a actividade piscatória ao eleitor.


Vem isto a propósito da distribuição massiva de “pescado” que o governo anda a fazer desde Setembro. Outra vez aos mais “vulneráveis”. Que é um conceito muito em voga entre a classe política, desde os comunas aos facholas. O arrastão fiscal permite-lhe isso e muito mais. E a vontade de se manter no poder, também. Nem que para tanto tenha até de roubar as sandálias aos “pescadores”. Já faltou mais.

2 comentários:

  1. Pode sempre ver-se a esmola na perspectiva de quem se dá é porque dá, se não dá é porque devia dar. A única coisa que me choca nos apoios é dar-se a quem não se devia.
    Estas esmolas, como se chamam, só deviam ser dadas a quem mesmo precisa, mas em simultâneo e isso não tem sido feito ao longo dos anos, não sei se por incompetência ou porque é assim mesmo (lembro sempre dos romanos - não nos governamos nem nos deixamos governar).

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  2. Se o Estado está com excesso de liquidez o que tem a fazer é pagar a dívida. É o que fazem as pessoas sérias.

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