sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Dia do cão de apartamento

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Diz que hoje há quem ache que se comemora o dia do cão. Não sabia da alegada efeméride. Nunca tinha lido ou ouvido nada acerca da pretensa comemoração de mais esta idiotice. Conheço é o “dia de cão”. Uma expressão caída em desuso e da qual já poucos conhecem o significado. Ou, então, atribuem-lhe um sentido completamente diferente atendendo à vida regalada que a canzoada leva hoje em dia.


Por mim podem comemorar o que muito bem entenderem. Mas podiam aproveitar a data para fazer alguma coisa de útil. Limpar a merda dos passeios ou desinfectar os postes e as paredes confinantes com a via pública usados como mictórios caninos e que constituem verdadeiros viveiros de pulgas. Mas não aproveitam. De certeza que preferirão praticar outras actividades. Todas muito modernas, civilizadas e reveladoras do seu amor pela bicharada. Até porque, como eles dizem citando o Gandhi, “a grandeza de um país e o seu progresso podem ser medidos pela maneira como trata os seus animais”. Se, ao entrar num prédio, levar com um bafo a cão e ouvir uma sinfonia de uivos constituir um indicador desse desenvolvimento, então, de certeza que estamos no rumo certo quanto a isso do progresso e da grandeza. Ao nível da estupidificação, pelo menos.

6 comentários:

  1. Conhece o ditado, preso por ter cão e preso por não ter? Pois ter um cão é isso mesmo. Se for num prédio ambos estão presos, o dono e o cão. O resto do prédio também está aprisionado ao cheiro e aos cócós que os donos deviam apanhar.
    No campo a coisa muda de figura, são os cães que estão presos mas, segundo a malta citadina, não deviam estar, exceto se lhes morder quando se andam a pavonear pelos ditos campos com ar de apreciadores da natureza.
    Quanto a mim sempre tive cães desde criança, já lá vão 65 anos, mas também nunca morei num prédio e nunca o precisei de o levar ao poste para mijar.

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  2. Já conheci casas sem animais mais sujas do que as que tinham. Acho que a principal questão não é ser apartamento ou casa, mas sim o dono que devia ter higiene.

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  3. O facto de, no campo, os cães estarem presos tem a ver uma conjunto de circuntâncias que muitas vezes quem vive na cidade desconhece. Os meus nunca puseram a pata dentro de casa, tinham uma casota no quintal e passavam grande parte do dia presos. Se assim não fosse destruiam as plantações, se lhes pudessem ser bons atacavam os animais dos vizinhos ou morriam atropelados nas estradas das proximidades.

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  4. "Já conheci casas sem animais mais sujas do que as que tinham"...agora imagine se essas casas também tivessem animais.

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  5. Aqui há uns anos existem dois cães, não cheiram mal e quando vão à rua com os donos apanham a porcaria. No entanto há um apartamento recheado de gente que mal abrem a porta é um cheiro nauseabundo de quem não se lava e limpa o chão. Uma vergonha e o senhorio não faz nada...enfim!
    Beijos e um bom sábado

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  6. Agora até há boa desculpa para não limparem (incluindo as juntas que receberam essa tarefa da camara faz uns anos) que é falta de água. Quanto à estupidificação convido para o blog grandefantochada no blogspot.

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