quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Mas afinal somos ou não amiguinhos do ambiente?

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Não percebo tanto alarido à volta dos preços dos combustíveis. Nem, menos ainda, a admiração que a carestia dos ditos está a provocar. Tudo isto era de esperar. Pior – ou melhor, dependendo do ponto de vista – não vai ficar por aqui. Os combustíveis e tudo o resto. É que esta coisa de salvar o planeta custa dinheiro. Muito. E isto, reitero, é apenas o principio. Um destes dias o mesmo se passará com a alimentação. A taxação e as restrições à produção de alimentos alegadamente causadores de danos ao ambiente – que é como quem diz, aqueles que os pseudo-ambientalistas da treta não consomem – farão o resto.


Mas, escrevia eu, causa-me algum espanto a indignação que por aí ouço relativamente ao preço do gasóleo e da gasolina. A julgar pela minha vizinhança não deve fazer grande diferença. Poucos, para além de mim, são os que percorrem a pé os setecentos metros que nos separam do centro da cidade. Das duas uma. Ou ambas, vá. Ou não está assim tão cara ou aquilo é malta que gosta de pagar impostos. Podia acrescentar uma terceira, que seria não se preocuparem com o ambiente. Mas não. Até porque essa aplica-se mais a mim, o gajo que desdenha de ambientalistas e das causas ambientais.

2 comentários:

  1. Subscrevo inteiramente e eu não diria melhor. Acrescento apenas que os deputados e afins também deveriam pagar a gasolina que os seus choferes gastam em deslocações por vezes de meia dúzia de metros. Fico por aqui para não me irritar.
    Beijocas e um bom fim de semana

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  2. Verdade. Numa altura em que querem limitar as viagens de avião, nomeadamente proibindo os voos entre aeroportos que distem menos de 500 Kms, também faria sentido restringir o uso do automóvel para percursos demasiado curtos.

    Cumprimentos

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