Desde ontem tenho visto muita gente indignada com a decisão judicial acerca do caso que envolve José Sócrates. Também, confesso, estou ligeiramente aborrecido. Obviamente não tive paciência para ouvir o juiz ler aquela treta toda. Fiquei-me, portanto, pelo resumo da coisa feito pela comunicação social. Ao que leio o homem terá atirado sobre tudo o que mexe e concluído que são todos burros menos ele. Isto, reitero, ao que leio por aí nos resumos e conclusões disponíveis na Internet.
Não me surpreende que assim seja. Aquilo envolve números – muitos e grandes – transações financeiras mais ou menos complexas e artimanhas a atirar para o esquisito. Esperar que alguém da área do direito, ou de outras ciências parecidas, perceba essas negociatas não difere muito de acreditar que com a geringonça tivemos o melhor governo desde que vivemos em democracia e, parvamente, não falta por aí quem esteja convencido disso.
Ouvi contar – não sei se verdade – que em determinado tribunal um cavalheiro terá sido condenado a pagar uma pensão de alimentos no valor de um quarto do salário. Inconformado com o montante, terá recorrido da sentença. A decisão do recurso, a ser a história verdadeira, ter-lhe-á sido favorável. O tribunal, sensível aos argumentos da criatura, terá entendido reduzir a pensão a pagar para um terço do ordenado...Desconheço, reitero, se a história tem ou não algum fundo de verdade. Do que tenho a certeza é que, salvo raríssimas excepções, quem sabe muito de “letras” tem muito pouca sensibilidade para números. No caso presente não se podia esperar algo muito diferente.
O que disseram os especialistas da especialidade?
ResponderEliminarNuma e noutra situação aqui descritas.
Não passo sem os ditos, sem as suas opiniões, sem os malabarismos intelectuais feitos à maneira.
Bom domingo, KK.
Com um "espécime" destes nem são precisos especialistas da especialidade para topar a espécie da criatura...
ResponderEliminarCumprimentos
Essa de 1/4 para 1/3 tá boa
ResponderEliminarQuanto à novela desta semana ... já estava à espera deste desfecho
Beijinhos Kruzes
Feliz Domingo
Do que recordo — vi as Actas — a decisão foi ir de acordo com a queixa do queixoso [aquele do queixo]. Em vez de ter de pagar 1/5 (20%) do seu ordenado passaria a pagar 1/4 (25%) dele. Segundo o Impertinências é a 'Maldição da Tabuada'.
ResponderEliminarAbraço
Nesse caso a idiotice passa para o lado do "queixoso"!
ResponderEliminarCumprimentos
Sim, este desfecho é o esperado. Agora só falta o homem candidatar-se a presidente da república e ganhar...
ResponderEliminarCumprimentos