O jornalismo televisivo iniciou ontem uma nova era. No telejornal da TVI, imediatamente após um candidato ter mandado para o ar umas quantas patacoadas – coisa em que todos são pródigos, diga-se – o pivot de serviço apressou-se a esclarecer que o dito candidato não teria apresentado evidências que provassem o que acabava de afirmar. Nunca, que me lembre, tal procedimento terá sido seguido em relação a nenhum outro político. Não acho mal, obviamente, terem-no feito ontem. Errado é não terem até agora adoptado este critério.
Aguardo com alguma expectativa os próximos noticiários. Se, daqui em diante, o procedimento jornalístico for o que usaram ontem o jornalismo nacional está de parabéns. Se não o fizerem e aquilo não passar de uma estratégia no sentido de influenciar o eleitorado, então muito mal vai o jornalismo, a democracia e o país.
E, já agora, o facto do visado ter sido o Ventura é-me absolutamente indiferente. Até podiam ter feito o mesmo em relação a Ana Gomes – a criatura mais detestável que me entra pelo ecrã dentro – que não alterava uma linha.
Mas claro, que influenciam o eleitorado! Ainda no outro dia no programa opinião pública, foi vergonhoso o comportamento de quem conduzia a entrevista e da entrevistada. Marcelo já estava eleito, mesmo antes dos seus enigmas e "cenas", sobre candidatar-se. Isto é uma novela mexicana de orçamento baixo.
ResponderEliminarInfluenciam, mas não deviam!
ResponderEliminarConcordo que se aplique o mesmo a todos
ResponderEliminarBeijinhos Kruzes
Boa Noite
O jornalista não tem que emitir opiniões, apenas a indicar factos.
ResponderEliminarO 'jornalixo tuga' vai de mal a pior.
Cumprimentos, caro KK.
batom verde por jornalismo independente
ResponderEliminar