Nunca achei piada a anedotas de alentejanos e desde sempre fiz questão de o demonstrar. Falta de sentindo de humor, dizem. Ou de inteligência, garantem outros, porque segundo afiançam o homem inteligente é aquele que é capaz de rir de si próprio. Ou, parece-me licito concluir, das piadolas que lhe dirigem. Admito ser portador de todos esses defeitos. E mais uns quantos, até. Mas não me revejo nos estereótipos atribuídos em função da zona do país onde me orgulho de ter nascido.
Curioso é agora ver os que levavam a vida a postar nos seus espaços na Internet – blogues, Facebook e afins – graçolas sobre alentejanos e que em alguns casos se “ouriçaram” com as minhas reacções negativas às suas publicações, todos indignados com os dichotes que se vão lendo e ouvindo acerca de pretos, ciganos, brasileiros, paneleiros ou seja o que for. Até – vejam lá – já nem acham que quem não se ri das piadas de que é alvo é pouco inteligente. O burro de hoje, garantem, é o tipo que conta a anedota. Sempre tive a certeza disso, suas bestas.
Eu, como madeirense, compreendo-o muito bem!!!
ResponderEliminarBoa Noite!
E, esqueci-me de acrescentar no post, ficam muito ofendidos com as anedotas de portugueses contadas pelos brasileiros...
ResponderEliminarSubscrevo inteiramente!
ResponderEliminarAbraços
1. As melhores histórias e anedotas alentejanas que ouvi em meio século, foram contadas por alentejanos num convívio com fumados e tinto. Eles são óptimos na crítica (própria ou alheia).
ResponderEliminar2. Um português tinha um boteco no Rio onde os cara se juntava à noite. Tinha lá um especialista em 'anedota de português'. Quando o dono se fartou regulamentou: "a partir de hoje não vai haver mais anedota de português". Na noite seguinte chegou o tal especialista e o dono ficou de olho nele. Começou: "Hoje vou contar uma anedota de dois japonês: um chamava-se Manuel e o outro Joaquim".
Abraços
ao