segunda-feira, 5 de junho de 2017

A demagogia do costume

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Há qualquer coisa nessa polémica dos estagiários do Pingo Doce que se me está a escapar. Assim de repente não estou a ver questiúncula que justifique o alarido armado por aquele deputado esquisito do Bloco de Estrume. Nem, a bem dizer, consigo perceber as contas dele. Quinhentos euros limpos e dez horas de trabalho, incluindo duas de pausa para refeiçoar, é o que recebem e o horário cumprem grande parte dos trabalhadores do privado. Das duas uma. Ou o coisinho não sabe fazer contas – o gajinho é de letras, não admira que os números o baralhem – ou então nem sequer sabe o valor do salário mínimo nacional, nem qual é o horário normal de trabalho. O que, diga-se, não surpreende. Nunca deve ter vivido com um ou cumprido o outro. É nestas alturas que gosto de citar Jerónimo de Sousa: “Ele sabe lá o que é a vida”. Embora, para ser deputado, não precise de saber.



2 comentários:

  1. Jerónimo!!! Não o chefe índio... O nosso!
    E que é muito bom a malhar na esquerda. O nosso Jerónimo sabe o que foi trabalhar. Agora goza em tempo útil, de boa vida, por azares da vida de outros.

    O coisinho nem pintado irá para o Partido. Nem para o Pingo Doce. Apesar das letras, nunca deve ter feito uma redacção.

    Mas muita malta, dita de cóltura, protesta contra a exploração do «homem pelo homem» praticada nos novatos que não têm pruridos em trabalhar.
    Pela oferta económica e pelas praias, vale mesmo a pena ir.

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  2. A conversa do puto esgroviado da bloca é mesmo de quem nunca precisou de trabalhar...Pelo menos isso o avô-camarada Jerónimo sabe o que é. Se ainda não se esqueceu...

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