terça-feira, 31 de março de 2009

Uma espécie de campanha negra

Um livro recentemente publicado ou a publicar em breve, não sei ao certo, nos Estados Unidos dará conta de vários aspectos menos conhecidos da vida do Presidente Barack Obama. Entre eles estarão alegadas relações homossexuais que este terá mantido durante a sua juventude. Provavelmente tudo não passarão de calúnias visando desacreditar o homem que, como se sabe, tem tomado algumas medidas incomodativas para gente poderosa que não está habituada a prestar contas da utilização que faz do dinheiro dos outros nem suporta ser incomodada pelo poder político.
Embora mantenha que cada um com o respectivo cú faz o que muito bem entende e que mandar o “besugo” à merda é uma opção que só ao próprio diz respeito, espero que essas afirmações não passem de miseráveis atoardas. Ou de uma espécie de campanha negra. É que, finalmente, começava a acreditar que os eleitores americanos tinham feito uma boa escolha.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Twitando

Não consigo achar ponta de utilidade ao twitter. Criei lá uma conta, nem sei se é assim que se diz, mas continuo sem perceber para que raio serve aquilo ao cidadão apenas relativamente parvo. Salvo melhor opinião não passa de uma “invenção” patética destinada a verdadeiros patetas. Daqueles mesmo à séria.
Goza no entanto, ao que relatam os média, de grande popularidade entre os deputados que, com esta nova ferramenta informática, se podem assim ofender e mandar para os mais diversos sítios muito mais discretamente.

A importância suprema do penalti

Ficámos agora a saber, pela boca de Isaltino Morais, que afinal muitos e muitos – políticos entenda-se – não entregariam a declaração de património e rendimentos ao Tribunal Constitucional. Obrigatória, segundo a lei. Ao que parece não servia para nada e, portanto, ninguém ligava a isso.
Faltas deste género pouco importam aos portugueses. A prova disso é a eleição sucessiva de vários políticos que, apesar de não terem sido considerados culpados de qualquer crime ou sobre eles recaiam suspeitas fundamentadas de algum ilícito, não gozam de especial boa fama devido a diversas traquinices ciclicamente divulgadas pela comunicação social. Abuso de poder, apropriação de bens públicos em benefício próprio ou corrupção na classe política não é coisa que preocupe ou interesse por aí além na hora de decidir o sentido de voto. Deve ser do hábito.
Importante mesmo, determinante até, é punir severamente o sacana do árbitro que marca erradamente o penalti que não foi ou, descaradamente, fecha os olhos ao que foi. Malandro!

domingo, 29 de março de 2009

Pesquisa da semana

A semana que passou foi parca em pesquisas “fora do anormal”. A maior parte dos visitantes chegam até ao Kruzes directamente ou através de links de outros blogues que apontam para este espaço e, por isso, não são muitos os que vem ao engano de pesquisas feitas nos diversos motores de busca. A bem dizer nem são muitos os que perdem o seu tempo a vir até este blogue seja de que forma for. O que se compreende. Por cá não se publicam informações daquelas que não se encontram em mais lado nenhum, como a realização da “Festa do Ovo Estrelado” em Frigideira de Cima, nem tão pouco existem motivos para, por obrigação ou devoção, este blogue constituir motivo da reverencial visita obrigatória.
Considerandos à parte, até porque não é esse o tema do post, a pesquisa merecedora de destaque na semana que passou não é difícil de escolher. Foi feita por alguém que procurou saber mais acerca de "subida de categoria função pública 2009”. É uma busca tão estranha que, sinceramente, fiquei sem palavras. Parece-me um abuso, falta de respeito até, que alguém ainda pense em subidas de categoria, de índice remuneratório, de ordenado ou seja do que for. Vão mas é trabalhar, ó!

Ruas do meu país

Estas duas fotografias foram obtidas hoje na minha rua. Mas podiam ter sido tiradas ontem, anteontem, antes de anteontem, amanhã, depois de amanhã ou depois de depois de amanhã. Na minha rua ou em qualquer outra rua da minha cidade. Ou noutra rua de qualquer outra cidade.
Pode argumentar-se que não há nada a fazer e que os cães têm de cagar em algum lugar. Também é verdade que há muitíssima gente com animais em casa e que tomar medidas – por exemplo fazer cumprir a lei – relativamente a coisas destas é chato, desagradável e pode, em última instância, prejudicar eleitoralmente quem o fizer. Portanto o melhor é fazer como os canitos. Cagar para o problema. O que não sei se será a melhor opção, porque quem não tem cão também vota e pessoas indignadas com este tipo de situação são cada vez mais. Sou eu que vos digo.

sábado, 28 de março de 2009

Sustos

“É assustador jogar contra Portugal”. Quem o garante é Cristiano Ronaldo algumas horas antes do jogo de logo mais à noitinha com a Suécia. Talvez seja. Principalmente antes de o jogo começar. Essa é a altura em que somos mesmo bons e não há, no planeta, quem nos passe a perna.
Ainda assim, em matéria de sustos, as afirmações do craque do pontapé na bola não são completamente descabidas. É, de facto, assustador ver Portugal jogar.

Gestores e outros ladrões

São cada vez mais as vozes, todas de economistas, gestores e outros nababos bem instalados na vida, a defenderem a redução de salários em Portugal. Não a redução dos ordenados ultra-mega milionários de que por aí se ouve falar, mas sim a baixa generalizada dos vencimentos dos trabalhadores que, argumentam, recebem muito acima daquilo que é a produtividade do país.
Para defender esta tese são usados argumentos brilhantemente rebuscados dignos de uma classe que, não só não foi capaz de prever a crise que actualmente se vive como, pior, tem enormes responsabilidades na sua existência. Uma classe a que, recorde-se, pertence a corja de ladrões e vigaristas responsável por falências fraudulentas e desfalques de muitos e muitos milhões.
Defendia hoje uma besta qualquer desta área de actividade, que sim senhor os ordenados dos trabalhadores deviam ser reduzidos em virtude da sua produtividade não estar ao nível daquilo que lhe é pago. Questionado acerca da aplicação do mesmo princípio aos gestores, respondeu que não porque esses, num ápice, mudar-se-iam para outros países deixando as empresas portuguesas desprovidas de gestores qualificados.
Confesso-me atónito perante tamanha barbaridade e inusitada prova de estupidez. Milhões de portugueses saíram do país em busca de um emprego e de um ordenado digno, mas entre eles contar-se-ão, seguramente, bem poucos gestores. E se num futuro próximo esses bandalhos conseguirem levar a sua avante muitos outros irão embora, rumando a outras paragens e a outras economias geridas por gente menos tacanha. Quanto aos gestores também acredito que emigrem. Podem sempre ir lavar sanitas para a Suíça ou para a Alemanha porque, para outro cargo, duvido que alguém os queira.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Arcebispo bem disposto

Dotado de um sentido de humor fabuloso o Arcebispo de Cantuária constitui para mim um ponto de referência no panorama blogosférico nacional. É um daqueles blogues que visito praticamente todos os dias e que não me canso de recomendar. Simplesmente imperdível.

Magalhães a dez euros!

O pequeno Magalhães, computador destinado à miudagem do primeiro ciclo do ensino básico, constitui hoje uma fonte quase inesgotável de piadas. A culpa vai inteirinha para o seu principal promotor que se encarregou de transformar uma boa ideia num dos objectos mais ridicularizados de sempre em Portugal.
Como se não bastassem as mais variadas peripécias que tem envolvido a divulgação e a distribuição do minúsculo portátil, soube-se agora que os pais de alguns alunos a que o mesmo foi distribuído o estão a vender. Confesso que esta notícia, embora não me surpreenda, deixa-me chocado. Gente que beneficia de toda a espécie de apoios do Estado e que vive parasitando a sociedade em que não se quer inserir, impede desta forma nojenta e abjecta os seus filhos de acederem a um meio que, seguramente, os ajudaria a elevar os níveis de conhecimento e a aceder a informação que seria importante no seu desenvolvimento e formação.
Um destes dias venderão igualmente os manuais escolares e, quando encontrarem maneira de o fazer, até o almoço a que na escola os seus filhos têm direito irão vender.

Exemplos de sucesso

Fátima Felgueiras foi, com as consequências conhecidas, julgada por diversos crimes que era acusada de ter cometido na gestão do município a que preside.
Avelino Ferreira Torres foi hoje absolvido, pelo tribunal da terra onde foi presidente de Câmara um ror de anos, de todos os crimes que o acusavam de ter praticado no exercício das suas funções de autarca.
Isaltino Morais está, por estes dias, a ser julgado por alguns actos menos lícitos que alegadamente terá cometido ao longo dos muitos anos em que vem dirigindo os destinos do município de Oeiras.
Perante estes factos espanta-me que ainda haja em Portugal quem duvide da eficácia do sistema judicial. Direi mesmo que é uma injustiça pôr em causa o funcionamento da justiça.
Também a democracia funciona por cá de modo verdadeiramente exemplar. Tanto assim é que lá para Outubro, estas três figuras bem representativas do que é o “ser português”, conquistarão com relativa facilidade e por uma expressiva margem de votos o lugar de Presidente a que não deixarão de se candidatar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Andar a pé é uma "cansêra"

A ideia, amplamente generalizada entre os portugueses, que a Policia apenas se dedica à caça à multa em detrimento de efectuar um policiamento digno desse nome, não é verdadeira. Embora, verdade seja dita, que a ser essa a prática corrente das forças policiais não era coisa para deixar ninguém surpreendido. Sabe-se que, pelo menos teoricamente, um automobilista é potencialmente menos perigoso para a integridade física do agente do que um qualquer meliante e que uma multa de trânsito dá muito menos chatice do que uma detenção.
A fotografia ao lado confirma em absoluto aquilo que escrevo. Este cenário repete-se diariamente, a qualquer hora do dia, e mostra de forma inequívoca que por ali não há sinal que atemorize os condutores nem policia que se dedique a qualquer tipo de caça. Provavelmente todos terão uma boa razão para assim proceder. Uns porque a necessidade imperiosa de introduzir cafeína no organismo não lhes permite atrasar a sua ingestão por dois minutos, tempo que perderiam a estacionar no Rossio, e outros apenas porque não se querem cansar a andar a pé. O que se compreende. Chegavam estafados ao ginásio ou cansadinhos em demasia para a caminhada do final do dia.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Fantasias

A Assembleia da Republica no âmbito de uma das muitas Comissões de inquérito - ou de outra coisa qualquer - que os deputados da nação entendem constituir, chamou a prestar declarações um tal Fernando Fantasia. O homem teria estado envolvido num negócio de terrenos, que envolveria também o Banco Português de Negócios onde, suspeitam os nossos mui dignos representantes parlamentares, poderá ter feito uso de informações privilegiadas tendo em vista a concretização da dita transacção imobiliária.
Evidentemente não vale a pena estar aqui com pormenores acerca do que se passou na dita audição. A função deste blogue não é dar noticias – a propósito devo referir que ainda não sei ao certo se tem alguma função mas, garanto, quando descobrir digo qualquer coisa - e os leitores deste blogue são pessoas cultas, informadas e que, quase todos, sabem destas coisas bastante mais do que eu. Quero, por isso, apenas salientar a ironia da situação. Estamos perante deputados que pretendem averiguar se o BPN terá feito um negócio menos transparente. E para isso chamam um senhor chamado Fantasia. Tá bem, tá!

terça-feira, 24 de março de 2009

Sex shop longe do templo

Em diversas ocasiões manifestei, neste e noutros blogues onde já escrevi, a minha indignação e repúdio pelas regras que algumas religiões impõem aos seus seguidores e, principalmente, por pretenderem que essas imposições se estendam a toda a sociedade. Este conflito de interesses entre uns e outros deverá ser regulado pelo Estado, que se quer laico, e visará manter um equilíbrio razoável entre aquilo que é o direito à fé e à liberdade religiosa dos que professam as mais variadas – e avariadas também – religiões, com os direitos, liberdades e garantias dos restantes cidadãos que entendam não se reger pela lei de nenhuma divindade.
Ora é este ponto de equilíbrio que muitas vezes está desequilibrado. Muitos são os exemplos, mesmo em países democráticos e evoluídos como Portugal, (sim queiram ou não somos evoluídos) de situações em que o ponto de vista da confissão religiosa maioritária faz lei ou em que o culto religioso, ainda que de outra natureza, é protegido de uma forma que chega a ser absurda. Até a actividade económica - mesmo em tempos de crise - é condicionada pelas regras proteccionistas que o Estado entendeu promover em relação à prática da religião.
Exemplo disso foi o encerramento de uma sex-shop, feito hoje pela Asae numa cidade do interior do país. O estabelecimento comercial estaria a violar a legislação em vigor para este tipo de comércio por se encontrar instalado a menos de trezentos metros de um local de culto. O que contraria o disposto no decreto nº 647/76 de 31 de Julho que estabelece que “os estabelecimentos de comércio de objectos ou meios de conteúdo pornográfico ou obsceno não poderão funcionar a menos de 300 metros de locais onde se pratique o culto de qualquer religião…”.
Este larguíssimo raio de protecção não parece, de forma alguma, justificável. Certamente não será isso que impedirá as beatas de comprar preservativos, nem nenhum mariola de enfiar um dildo pelo rabiosque acima daqueles gajos que rezam de cú para o ar.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Blackout que não chegou a ser

Afinal não vai haver “greve” – ou deverei dizer layoff?, ou, até mesmo, blackout? – de alguns bloggers estremocenses contra alegadas pressões que terão existido sobre eles próprios ou, não cheguei a perceber, acerca da linha de orientação dos respectivos blogues.
Acho que fizeram bem em reconsiderar. Apesar de haver já quem considere a blogosfera como o quinto poder, o que a vai expondo a manobras habituais noutros “poderes”, é bom que as coisas sejam relativizadas e que cada um perceba a importância que tem. No caso, pouca. E mesmo essa porque alguns insistem em demonstrar tais preocupações com a imagem que os outros têm de si, que acabam por “se pôr a jeito” ou, se preferirem, “estar mesmo a pedi-las”.
Bem esteve a Comissão instaladora da Associação Nacional de Blogues, que tem mantido um imperturbável silêncio relativamente a esta matéria.

Penalty's

À medida que o Benfica se começou a desabituar de ganhar fui deixando de me entusiasmar com as coisas da bola. Talvez por isso veja os jogos e as suas incidências com algum distanciamento e sem muita da paixão com que noutros tempos os via. E, no jogo da final da Taça da Liga o que vi foram duas equipas a jogar miseravelmente, pouco dignas das históricas camisolas que envergam, e uma equipa de arbitragem incapaz de disciplinar jogadores que mais pareciam estar num ringue de wrestling e que inacreditavelmente acabou por expulsar um que, pelo menos naquela ocasião, não merecia.
Embora compreenda os adeptos e, principalmente, os jogadores do Sporting, não me parece que haja motivo para tanto alarido nem para a crucifixação pública que se pretende fazer a Lucílio Batista. Tal como não havia noutras ocasiões, algumas ainda recentes, em que os protagonistas equipavam de outras cores. Nada disto é novo, a influência das arbitragens nos resultados é prática corrente e são inúmeros os campeonatos e outros troféus ganhos graças à acção dos árbitros. Premeditada ou não.
No caso de Sábado parece-me injusto atribuir todas as culpas ao juiz da partida. Afinal, nos pontapés da marca da grande penalidade, quem falhou foram os jogadores do Sporting que não conseguiram imitar Mário Jardel quando, no ano em que ganhou o campeonato, o clube de Alvalade dispôs, em trinta e quatro jornadas, de dezanove penalties dos quais o avançado brasileiro transformou dezassete em golo. O que deu, se não erro muito, a inusitada média de mais de um penaltie jogo sim, jogo não…

domingo, 22 de março de 2009

Pesquisa da semana

A semana que passou não foi particularmente fértil em pesquisas na internet que tenham trazido visitantes até ao Kruzes. Pelo menos daquelas que são merecedoras de destaque pela sua originalidade. Hesito por isso na escolha. Talvez, pela sua ingenuidade, entre a busca de “empresas verdadeiras que nos pagam por dobrar circulares em casa” e, pela pertinência e actualidade do tema, a “teoria do bota abaixo”.
Não sei se os internautas que fizeram estas pesquisas encontraram resposta para as suas dúvidas. Espero que sim. Embora, sem querer ser bota abaixo, tenha quase a certeza que não existem empresas, verdadeiras ou das outras, que paguem por fazer em casa o tipo de “trabalho” que o leitor procura. E, qualquer dia, nem por outro.

O tio-avô

Um tio-avô falecido já lá vão muitos anos, quando algo de menos bom acontecia a algum familiar ou conhecido, repetia invariavelmente a mesma frase: “Eu já sabia…” Não que a notícia lhe tivesse chegado em primeira mão ou que antes de o interlocutor lhe contar a novidade ele já tivesse conhecimento, mas sim porque, queria dizer na dele, sempre calculara que as coisas se passariam da forma como acabavam por acontecer.
Ora, para alguém como eu, então um teenager inconsciente, isso não fazia sentido nenhum. Pior. Se sabia devia ter avisado e não ficar a gabar-se que possuía dotes de adivinho. Pior ainda. Só sabia das coisas más e era um perfeito nabo quando se tratava de adivinhar as boas. Nem sequer conseguia prever por quantos ganhava o Benfica na jornada seguinte. Sim, porque por esses anos o Benfica ganhava sempre e, geralmente, por muitos.
Claro que, com o passar dos anos, comecei a perceber melhor o funcionamento do sistema de previsões que o tio-avô usava para “adivinhar” o futuro e hoje dou comigo, muitas vezes a pensar e algumas a dizer, perante determinados acontecimentos, que “eu já sabia…” ou, como quase sempre acrescento, “pelo menos calculava…”.

sábado, 21 de março de 2009

A instrumentalização

A acreditar em determinadas estratégias, em Portugal campeia a instrumentalização e proliferam os instrumentalizadores. Vejam-se as muitas centenas de milhares de instrumentalizados que nos últimos anos tem saído à rua manifestando o seu protesto pelas opções governativas. Coisas que se pensavam legitimas em democracia mas que, afinal, ao que afirmam alguns que aparentam sofrer da síndrome da avestruz - ou do Kalimero segundo outros diagnósticos – não passam de manobras difamatórias e de campanha negras (detecto aqui uma pontinha de racismo que analisarei noutra ocasião) orquestradas pelas forças mais reaccionárias e mais conservadoras que há memória.
Para existirem instrumentalizados terão de, forçosamente, existir instrumentalizadores. Mas, quer uma quer outra condição quase nunca são assumidas e, mesmo fazendo um assinalável esforço de memória, recordo-me apenas de dois assumidos militantes da mesquinha arte da instrumentalização. Logo a seguir ao Vinte cinco de Abril surgiu Arnaldo Matos, o auto proclamado instrumentalizador da classe operária e mais recentemente Santos Silva ex-militante de causas revolucionárias que continua a tentar instrumentalizar os seus correligionários para a distinta tarefa de malhar nos porcos facistas. Ou seja, todos aqueles que não abanam a cauda ao divino e iluminado líder detentor de toda a sabedoria e fonte da suprema virtude.
Até agora apenas as pessoas parecem estar a ser vitimas desse processo, talvez campanha, de instrumentalização. As instituições não aparentam padecer deste mal e apresentam-se rigorosamente independentes e à margem dos avanços – se é que os há - por parte de alguns instrumentalizadores mais descarados. É por isso que considero grotesco e abusivo tentar associar isto a qualquer tipo de instrumentalização. Ninguém em seu perfeito juízo o faria. Nem eu.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Públicas virtudes

Sabe-se como os cidadãos de uma etnia minoritária com forte implantação em Portugal – e também por cá - são, por norma, pessoas cordatas, educadas, respeitadoras e que, principalmente em grupo, se comportam de maneira invulgarmente pacífica. É igualmente conhecida a sua apetência para o trabalho, principalmente o que envolve qualquer tipo de esforço físico, bem como é manifesta a relutância em aceitar ajuda de carácter social ou financeiro, venha ela da parte do Estado ou de qualquer outra entidade. Recorde-se ainda a notável colaboração e voluntarismo que demonstram com as mais diversas autoridades, fazendo mesmo ponto de honra do exemplar cumprimento da lei. São, igualmente, cumpridores quando toca a pagar impostos e, ao que se saiba, não haverá muitos nas listas de devedores ao fisco divulgadas pela Administração Fiscal.
Também na escola são verdadeiros exemplos de sucesso e de empenho nas actividades lectivas. Ao contrário da maioria dos encarregados de educação que, como se sabe, nunca põe os pés na escola dos filhos, os pais e restantes familiares dos alunos desta etnia interessam-se sobremaneira pela evolução escolar dos seus educandos. A atestá-lo estão as frequentes deslocações a estabelecimentos de ensino, conforme de vez em quando a comunicação social vai relatando, para estabelecer contacto com os professores, pessoal auxiliar e até mesmo com coleguinhas dos seus meninos. É, de facto, bonito. E comovente, também.
São igualmente meigos. Tratam todos com carinho e são incapazes de um gesto mais violento ou agressivo seja para quem for. E esta é outra faceta que não está devidamente divulgada. Injustamente, diga-se. Exemplo disso serão as carícias com que, um destes dias, a mãe de um aluno terá presenteado, numa escola não muito distante, a professora do seu filho. É a não divulgação pública destas coisas que faz com que, por vezes, alguns energúmenos pensem coisas erradas acerca deles. Daqueles em quem estão a pensar. Sejam eles quem forem.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A combustivel igual, iva igual!

O Estado português – todos nós, bem vistas as coisas – arrisca-se a ser penalizado por insistir em não seguir a imposição da Comissão Europeia que obriga à cobrança de iva à taxa de vinte por cento na travessia da Ponte Vinte Cinco de Abril. Trata-se de uma exigência antiga a que todos os governos têm, ao longo dos últimos anos, evitado dar cumprimento. E compreende-se porquê. Foi na Ponte que o cavaquismo se começou a desmoronar e, por isso, todos os executivos vão, com recursos e outras manigâncias, adiando até que possam uma medida que lhes custará muitos votos e, provavelmente, a sua queda.
Enquanto isso os portugueses que não passam na ponte vão contribuindo para minorar os custos daqueles que pelas mais diversas razões, muitas nem sempre defensáveis, optam pelo transporte próprio em detrimento do colectivo. Este último quase sempre mais barato e alvo num passado mais ou menos recente de avultados investimentos, principalmente o comboio, que muito caro saiu aos portugueses. Passem ou não na Ponte.
Pena que esta opção pela taxa reduzida não se aplique quanto a outras matérias. Veja-se, a título de exemplo, o caso do gás. Bruxelas pretende uniformizar o imposto sobre o valor acrescentado – vinte por cento - que incide sobre o gás butano e propano em garrafa, com o do gás natural, que é de cinco por cento. No entanto o governo faz finca-pé e mantém-se intransigente não acatando as recomendações da Comissão Europeia originando que, para além de ter de carregar com as botijas às costas por não disporem de acesso à rede de gás natural, os portugueses do interior ainda sofram a discriminação fiscal de pagar mais quinze por cento de imposto pelo gás que consomem.
Em tempo de incontáveis medidas contra a crise, muitas de eficácia duvidosa, era capaz de ser boa altura para acatar a proposta europeia. Não sei, digo eu!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Investir noutro lugar

A tourada é um espectáculo que não me diz grande coisa. Ao vivo nunca assisti a nenhuma e nem mesmo quando transmitidas pela televisão me despertam entusiasmo por aí além. Não que isso tenha a ver com algum desagrado para com o sofrimento dos touros ou, como os pseudo-defensores dos animais, considere que se trata de um espectáculo bárbaro onde os bicharocos são torturados. Provavelmente terá mais a ver com a previsibilidade do desfecho do espectáculo, que termina, quase sempre, com o boi vencido por KO.
Talvez seja por isso que não encontro razão para o incómodo que alguns manifestam por este tipo de espectáculos serem agora realizados, em Estremoz, numa praça amovível. Sinceramente não vejo grande diferença, nem me parece que qualquer dos intervenientes na contenda saia prejudicado pela precariedade do espaço da refrega. Isso não invalida que deixe de considerar lamentável o actual estado de degradação da praça de touros, bem como o facto de os seus proprietários terem deixado chegar o imóvel à condição de quase ruína.
A actual praça é privada, gerida por privados, e assim deve continuar. Se não dispuserem de meios financeiros próprios, caberá aos seus proprietários encontrar uma forma de financiamento para a recuperação do espaço e igualmente a eles cabe, se assim o entenderem, estabelecer as parcerias que entendam para a rentabilização do imóvel.
Investimento público nesta matéria não me parece boa opção. O país em geral e Estremoz em particular têm outras necessidades e a prioridade deverá ser sempre as pessoas. Investir recursos, principalmente quando os mesmos representam quase sempre mais endividamento, em algo que não é essencial nem constituirá uma melhoria para a vida dos estremocenses não será, seguramente, uma boa aposta.

terça-feira, 17 de março de 2009

O Gato morto

O Gato Morto foi o primeiro blogue em que escrevi. Durou pouco tempo. Alguns dias, talvez. Largos meses depois e porque um gato tem, ao que garantem, sete vidas, seguiu-se “O Regresso do Gato Morto”. Que, volvidas escassas semanas e uma dúzia de posts, encerrou igualmente as suas portas sem nunca, ao contrário do que anunciava no seu post de despedida, ter mudado para outras paragens. O curioso da coisa é que – outros tempos – apenas um núcleo muitíssimo restrito de pessoas soube da sua existência e não andava por aí ninguém a gabar-se de, graças a poderes miraculosos, ter descoberto a identidade do seu autor. Era, aliás, um blogue que não interessava a ninguém. Nem a mim.
Não sei porque me fui lembrar disto, mas tenho a leve suspeita que o facto de um bichano com as hormonas em polvorosa andar há horas numa miadeira insuportável pelos muros dos quintais e telhados das garagens das redondezas tem alguma coisa a ver.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Ele é que é o Presidente da Junta

Se há políticos que tudo fazem para se perpetuar no poder, outros parecem fortemente empenhados em não ser reeleitos para os cargos que actualmente ocupam. O Presidente de uma Junta de freguesia do concelho de Barcelos aparenta pertencer a este último grupo. O homem surgiu hoje nos telejornais a demonstrar a sua indignação pelo tratamento, alegadamente discriminatório, de que estarão a ser vitimas uns quantos alunos de etnia cigana a quem uma escola daquele concelho reservou, no âmbito de um projecto educativo local, um espaço próprio e uma turma constituída apenas por alunos daquela etnia. Coisa que, como é bom de ver indignou o autarca, o Sos Racismo, o Bloco de Esquerda e mais uns quantos que não têm filhos em idade escolar ou dispõem de dinheiro suficiente para os pôr a estudar em estabelecimentos de ensino particular.
Embora desconheça completamente os motivos que levaram os responsáveis pelo agrupamento de escolas lá do sítio a optar por esta solução, acredito que não o tenham feito de ânimo leve e que a mesma obedecerá a critérios pedagógicos devidamente fundamentados. Pelo menos bastante mais fundamentados que alguns argumentos que vão sendo grunhidos, do alto da sua superioridade moral e intelectual, por pessoas que acham que um matulão de dezasseis ou dezoito anos deve partilhar a mesma carteira (e às vezes até partilha…) que uma criança de nove ou dez anos.
Estranhamente essa malta não manifesta a mesma indignação pelo regime de escravatura a que são submetidas as mulheres ciganas. É algo que não os incomoda. Mesmo o facto de uma menina de onze ou doze anos deixar de frequentar a escola, casar aos catorze, ter filhos aos quinze e, caso fique viúva, ficar privada de fazer as coisas mais banais não constitui, para esses projectos de intelectual mal acabados, qualquer problema. É cultura, dizem eles, e há que respeitá-la. Sintomático, digo eu, quanto aos sentimentos e ao crédito de que essa intelectualidade é merecedora.

domingo, 15 de março de 2009

(In) Justiças

Não vejo grandes razões para em Portugal se gastarem tantos recursos com a Justiça. Principalmente quando se sabe, logo à partida, que os chamados mega processos que envolvem figuras públicas e que se arrastam durante longuíssimos anos – consumindo meios humanos e financeiros que seguramente seriam muito mais úteis noutras áreas – chegam sempre a lugar nenhum. Por mais evidentes e credíveis que as acusações pareçam aos olhos de todos, nunca há culpados de nada e a culpa morre invariavelmente solteira. Desconfio até que se não fosse a liberalização dos costumes ainda seria virgem.
Não há suspeito que se preze, seja qual for a alegada manigância em que se suspeita possa estar envolvido, que não alegue convictamente estar a ser vítima de perseguição, de uma cabala, campanha negra ou mesmo de uma qualquer tramóia. O que me leva a concluir que os portugueses são maus como as cobras - embora ainda esteja por provar que os repteis em causa sejam assim tão maus e que esta expressão não passe de uma campanha rasteira contra eles - a julgar pelas alegações dos suspeitos, que num ápice passam a vitimas, gostamos de perseguir, de armar cabalas, fazer campanhas e congeminar tramóias.
Excluindo Vale e Azevedo, que passou uns anitos no xelindró, mais ninguém com algum prestígio social ou que seja detentor de algum tipo de poder, malhou com os costados na choça. E mesmo este apenas porque teve o azar de perder as eleições para Manuel Vilarinho. Se isso não tivesse acontecido, José Mourinho teria continuado a treinar o Benfica e a história tal como hoje a conhecemos, provavelmente, seria muito diferente.

sábado, 14 de março de 2009

O porco

A ponta do véu, levantada pelo vizinho Alto da Praça, aguçou-me o apetite acerca de uma história que envolve um porco, pelo menos, um Presidente de Câmara e, segundo o blogue da CDU local, intenções. Daquelas que estão na moda. Menos claras. Do Presidente, como é bom de ver porque o porco, coitado, foi involuntariamente envolvido na historieta.
Segundo sugere aquela força política a matança do suíno e sequente repasto oferecido pela autarquia aos seus trabalhadores no dia, precisamente naquele e não noutro qualquer, em que estava marcada a manifestação da CGTP em Lisboa, terá tido como objectivo levar o pessoal a trocar a deslocação até à capital por uns quantos coiratos e uma febras na brasa, ambos regados com um tinto lá da terra.
Até pode ser que esta leitura esteja correcta. Mas, caso assim seja, a ideia é no mínimo hilariante. De qualquer modo não adiantou nada. Na dita manifestação terão estado duzentas mil pessoas, nas contas dos sindicatos, ou segundo os números do governo, um pouco menos, pelo que a falta dos trabalhadores da autarquia onde o repasto teve lugar não se fez notar nas ruas de Lisboa.
É por isso que não percebo a azia da CDU. Bem vistas as coisas todos terão ficado satisfeitos. Os que foram à “manif”, porque eram muitos, os que compareceram à petiscarada, assim sobrou mais para os que optaram por ficar e o Presidente que viu os seus colaboradores regalados da vida a atirar-se à febra. Afinal o único que se lixou foi o porco.

Pesquisando...

Periodicamente gosto de analisar as pesquisas que trazem os leitores até este blogue. É inútil, uma perda de tempo dirão alguns ou, resmungarão outros, coisa de quem não tem mais nada de interessante para fazer. Seja. Mas gosto, dá-me algum gozo e vontade de partilhar com quem tem a pachorra de me ler.
Algumas dessas pesquisas são perfeitamente normais. Por exemplo, não me surpreende que procurando por “piadas parvas” este espaço surja entre as sugestões devolvidas pelo Google. “Gajas nuas” também faz parte do habitual motivo de vinda até aqui. Nos últimos dias tem, contudo, havido uma ligeira variação e alguns procuram algo mais rebuscado como “gaijas da wwe nuas e também as mamas”, “gajas nuas em cima de carros” ou “as melhores gajas do mundo todas nuas”.
Também há quem pesquise coisas verdadeiramente importantes, para as quais obviamente não tenho resposta e que apenas uma qualquer falha no motor de busca justifica que aqui tenham vindo parar. Ou acham que sei as “razões que motivam a deslocalizações de empresas”, “como fazer caloteiros pagar a conta”, “onde encontrar alho nacional”, como “ganhar dinheiro sem esquemas” ou porque raio são infligidos “maus tratos a frangos”?! Até porque essas são “coisas que ninguém se interessa”.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Diacono Remédios dos blogues

A expressão “PJ dos blogues” está a tornar-se perigosamente corriqueira na blogosfera estremocense. Mal, quanto a mim. E devia ser, de imediato, abandonada pelas razões que passo a enumerar.
Primeiro porque a Policia Judiciária, se é isso que as iniciais PJ significam, é uma Policia altamente prestigiada, que merece todo o nosso respeito e que não deve ser associada a coisas insignificantes como os blogues. Nomeadamente os de Estremoz que, mesmo nos dias bons, em pouco ultrapassam as cem visitas e não têm mais que escassas dezenas de leitores regulares.
Em segundo lugar porque nem os blogues cá do sítio são especialmente acutilantes nem, em termos locais, parece haver alguma coisa merecedora de captar a atenção dos leitores destes espaços durante um período de tempo significativo. Ou seja, não se passa nada de interessante e quem tem um blogue sabe que é difícil manter actualizações diárias apenas escrevendo sobre assuntos relacionados com o concelho.
Em terceiro lugar porque não tem graça absolutamente nenhuma e revela uma imaginação muito fraquinha. Proponho por isso que, de ora em diante, se passe a usar a expressão “Diácono Remédios dos blogues” quando se quiserem referir a essa entidade misteriosa - que nunca ninguém viu mas que alguns garantem existir - que andará por aí a controlar a blogosfera local.
Por último porque a própria ideia de alguém poder fiscalizar e de alguma forma obrigar à extinção de um qualquer blogue é, no mínimo, delirante. Independentemente da ausência de conhecimentos e de meios técnicos apenas acessíveis a muito poucos, ninguém em seu perfeito juízo o faria. Até porque seria suficientemente inteligente para perceber que isso acabaria por, mais tarde ou mais cedo, ter consequências. Desagradáveis, quase de certeza.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Quatro anos depois

Não vou aqui fazer nenhum balanço do que foram os quatro anos de governo socrático que hoje se completam. Apesar de este ser um espaço reconhecidamente pouco sério, merecedor de pouco crédito e onde se privilegiam temas menores, logo parecer o lugar indicado para o fazer, vou resistir à tentação, que é muita, diga-se, de dedicar umas quantas linhas a analisar o que tem sido a acção governativa neste longo quadriénio.
Em vez disso deixo apenas algumas perguntas. Todas de fácil resposta, creio. Até mesmo para aqueles, muitos a julgar pelas sondagens que teimam em colocá-lo perto de nova maioria absoluta, que ainda pensam ser José Sócrates o Ser perfeito e iluminado que, como nenhum outro antes dele, exala competência e irradia sabedoria na condução dos destinos do país. A esses, pergunto se Portugal é hoje um lugar melhor, em que se vive com mais qualidade e onde os cidadãos, nomeadamente do interior do país, têm acesso a mais e melhores serviços. Tenho igualmente curiosidade em saber se os apaniguados do primeiro-ministro entenderão que valeram a pena todas as guerras travadas contra inúmeros sectores da sociedade, bem como a permanente instigação aos sentimentos de inveja de parte da população contra os diversos grupos profissionais ou sociais onde se pretendia intervir. Será que os resultados obtidos com essa intervenção, se é que os houve, contribuíram para melhorar o seu desempenho, para a prestação de melhores serviços aos portugueses e contribuíram decisivamente para o bem-estar geral? Portugal é hoje um país onde há mais liberdade, mais respeito pela opinião alheia e em que qualquer um pode expressar-se sem antes ponderar se aquilo que vai dizer ou escrever desagrada ao chefe?
Nestes quatro anos assistiu-se também, como nunca se tinha assistido em Portugal, ao culto do líder. O Partido Socialista, a quem os portugueses muito devem e com um passado de luta pela liberdade pouco comum entre os seus congéneres, está refém dos humores do seu secretário-geral e respectivo séquito. Transformou-se num partido onde broncos que gostam de malhar, comunistas arrependidos, ex-esquerdistas à procura de tacho, mantêm em sentido verdadeiros democratas, socialistas de sempre e figuras ímpares da família socialista. Mas deles, apesar da fanfarronice que agora evidenciam, não rezará a história.

Outras formas de combater a crise

Perante a satisfação geral dos trabalhadores e a inveja dos restantes munícipes, a Câmara de Mafra iniciou a aplicação do novo horário dos serviços municipais que, como foi amplamente divulgado, passarão a estar encerrados às sextas-feiras. Esta opção, a todos os títulos inovadora, embora permita uma significativa poupança de recursos à autarquia, que poderão serão canalizados para outras áreas de actuação, provavelmente não terá sido tomada a pensar na crise nem se inserirá em qualquer pacote de combate à dita mas, ainda assim, constituirá quase seguramente a medida que mais resultados práticos trará nesse domínio.
Pense-se naquilo que cada um pode fazer com mais um dia livre, a juntar a todos os fins-de-semana, e imaginem-se as inúmeras actividades económicas, sociais, culturais e desportivas que disso beneficiarão no concelho. O tempo encarregar-se-á de dar razão aos defensores desta estratégia e de mostrar aos velhos do Restelo e outros invejosos que é este o caminho a seguir. Oxalá outros o queiram percorrer.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O fim do "Estremoz em Debate"

Na altura em que escrevo este post desconheço em absoluto o que terá levado o Albino a encerrar o seu Estremoz em Debate. Mas, seja o que for, lamento que o tenha feito. Tratava-se de um espaço de referência na blogosfera local onde muitos e variados temas de interesse para a região foram sendo abordados e debatidos aos longos dos seus cinco anos de existência.
Com o encerramento deste blogue o debate e a democracia local ficam irremediavelmente mais pobres. Até porque a elevação sempre norteou aquele espaço onde o respeito pela opinião alheia foi a nota dominante. Espero, por isso, que este não seja um adeus do Albino à blogosfera. Na pior das hipóteses que não passe de um até já tão curto quanto possível.