sábado, 6 de fevereiro de 2016

O "Orçaminto" da geringonça

1424349862.jpg


 


O governo decretou guerra total à poupança. Consumir é, para o Costa e seus sequazes, a nova palavra de ordem. Assim tipo desígnio nacional. Algo que, desconfio, Jerónimo nos virá descrever, mais dia menos dia, como um acto patriótico e de esquerda.


Esta intenção está, em todo o seu esplendor, esparramada pela proposta de Orçamento para 2016. A ideia parece simples e eficaz. Estimula-se o consumo e, simultaneamente, aumentam-se os impostos sobre o mesmo. Dá-se mais rendimento às pessoas, espera-se que estas o esturrem fazendo, assim, crescer a receita fiscal. E ainda que gastem o mesmo ou um pouco menos o fisco ficará na mesma a ganhar graças ao enorme aumento de impostos que o governo promove com este Orçamento. O que, diga-se, não acho mal. É sempre preferível taxar o consumo do que o rendimento. Pelo menos o primeiro, ainda que parcialmente, é sempre mais fácil de controlar por depender da nossa vontade.


Não me importo de ser considerado de direita e pouco dado a nacionalismos agora tão do agrado da esquerda. Mas ainda que a ideia não me seja de todo desagradável, salvo qualquer acontecimento que escape à minha vontade, não entrarei nessa batalha. Estarei sempre do outro lado da barricada. O da poupança. E a minha arma será apenas uma simples folha de excel.

2 comentários:

  1. Tal como tu, eu sempre estive, estou e estarei SEMPRE do lado da poupança.
    Com as taxas sobre levantamentos, pagamentos, transferências via multibanco, por mim não levam um tostão, estes ou de outra cor qualquer...e vamos voltar às filas infindáveis de ser tudo...ao balcão. Mas no balcão cobrarão? não faço a mínima ideia.

    Já ouvi dizer...pois o aumento dos combustíveis em nada me afecta, não tenho carro, sem terem a mínima noção que tudo irá aumentar para o nosso lado, mas tudo!

    Enfim...vamos aguardar por resultados.

    Bom fim de semana

    Beijos extensíveis aos teus

    ResponderEliminar
  2. É verdade que os aumentos nos combustíveis se reflectem nos preços dos bens que consumimos mas, no que me diz directamente respeito e dependendo da minha vontade, posso sempre optar por andar a pé, fazer uma condução mais cuidada ou ir abastecer a Espanha. Ou, até, comprar o gás que é a metade do preço do vendido do lado de cá.

    Bom fim de semana!

    ResponderEliminar