terça-feira, 2 de junho de 2026

Os dramas que os deixam tragicamente horrorizados



São muitos e graves os problemas que afectam o país e os portugueses. Alguns deles – dos problemas – são, até, ambas as coisas. Muito graves. Nos últimos dias surgiram mais dois. Qualquer um de extrema gravidade e ambos capazes de infernizar a vida a muita gente.

Primeiro foi aquilo das sombrinhas na praia. Acabar com a proibição, imposta pelo concessionários, de espetar o chapéu de sol no areal entre a beira-mar e as espreguiçadeiras de uma zona concessionada, tornou-se quase num desígnio nacional. Ou, a bem-dizer, das televisões que aquilo é gente que sabe muito bem o que desinteressa aos portugueses. Deve ser por isso que, não fossem os nossos impostos, estariam todas falidas.

Outro drama recente é a intenção do governo reunir uma quantidade de prestações sociais numa só. O que já de si era péssimo, como consideram aquelas criaturas de que ninguém faz caso, mas que sabem o que é melhor para nós. Pior ainda é haver a intenção de que os beneficiários de uma ou duas delas terem de prestar trabalho social, quinze longas horas semanais, para as poderem receber. Coisa que, naturalmente, deixou à beira de um ataque de nervos todos aqueles que ficam horrorizados sempre que ouvem a palavra trabalho. Não é para menos, que isto só trabalha quem não sabe fazer outra coisa e muita dessa malta sabe-a toda.

8 comentários:

  1. Anónimo8:45 a.m.

    Ora nem mais. A propósito da tal PSU, alguém veio logo, para o amplo espaço que as televisões dão a estas coisas, alvitrar que o trabalho não deveria ser uma pena, no sentido de castigo. Pois não! Mas não se lembrou de que o trabalho dignifica? Logo poderia uma retibuição na justa medida do que se recebe e um sinal de que quem tem capacidade física oara o fazer, está disponível para trabalhar. Assim queira!

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    1. O governo ainda está a ser demasiado generoso. Alguém que nunca contribuiu apenas devia ter direito a receber apoio em situação de doença ou de manifesta incapacidade.

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  2. Entre as 'sombrinhas na praia' e as prestações sociais, venha o diabo e escolha.
    Não haverá coisa mais importante para os senhores do governo e da 'casa da liberdade' (AR) tratarem?
    Nota pouco importante: esta da 'casa da liberdade' não foi invenção minha, juro.
    Na próxima semana, se a condição física permitir, levo a minha 'sombrinha' e vou provocar ali para os lados da Costa de Caparica.
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. A sombrinha e receber da Segurança social sem para ela contribuir - modo geral, que haverá sempre excepções - nem deviam ser assunto. Quem não trabalha não come, dizia-se no tempo do PREC, mas os revolucionários de agora já nada têm a ver com os daquele tempo, por mais que ainda pensem o contrário...hoje não passam de uns maricons!

      Cumprimentos, caro António.

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  3. Em relação aos concessionários que pagaram por aquela tira de areia, para que os seus clientes tivesse vista até ao mar, acho bem que reclamem se não houver placas proibindo a posse de areia que lhes pertence tapando a vista a quem pagou.
    Vão lá colocar os guarda-sóis no areal lateral e quando chegarem ao mar, aí, esse sim, é de todos!
    Quanto aos beneficiários- já para não dizer profissionais - de subsídios estatais, se quiserem desfrutar da bolada por inteiro do tal PSU - prestações sociais únicas - têm de dar o corpinho ao manifesto- Olhe, poderia ser limpando as praias do lixo que esses dois trastes fizeram e a de muitos mais iguais a eles...

    Bom dia!

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    1. As pessoas são chatas. Tem de ser mesmo naquele bocadinho que precisam de enterrar o chapéu de sol? Há praias com areais a perder de vista, mas tem de ser ali, precisamente ali, que querem ficar só porque sim...

      Com as prestações é mais ou menos o mesmo. Habituaram-se e acham que o Estado - leia-se contribuintes - têm obrigação dos sustentar. E o pior é que a esquerda, que antes defendia - e bem, reconheço - quem trabalha para a defender apenas os que não querem trabalhar.

      Bom feriado!

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  4. Anónimo11:37 a.m.

    É um grande drama ter que trabalhar, logo agora altura de praia, que chatice!!!

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    1. Ai que "desgracia" tão grande, isso de trabalhar!

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