quarta-feira, 3 de junho de 2026

A greve do costume



Mais uma greve geral. Outra vez mesmo a jeito de um fim de semana prolongado. Nada a que não estejamos habituados. A adesão, por isso e pelo que mais calhar, deve ter sido enorme.

Pelo que se vê, aderiram os do costume. Ou seja, aqueles a quem o pacote laboral não se aplica, impedindo os demais – os restantes, a quem realmente se aplica – de ir trabalhar. Tudo muito legitimo, que isto de fazer greve é um direito. Nem que seja na defesa dos seus privilégios. Ou, igualmente carregadinho de legitimidade, na exigência de mais privilégios.

De resto tudo normal. Como de costume passa a imagem de um país parado. Segundo os dados propagandeados, a paralisação superará os noventa por cento. Ou mais. Lá para o final do mês as folhas de vencimento darão a resposta mais exacta. Ou não.

4 comentários:

  1. Se as greves resolvessem os problemas dos trabalhadores ...
    Direi que o Pacote Laboral que anda nos corredores de S. Bento, não é flor que se cheire. O sistema está podre. Temos o pior governo de que me lembro.
    Quanto a números, o habitual: governo aponta um número - ridículo - e os sindicatos aumentam de forma significativa e excessiva.
    Prejudicados? Os tais, os malandros que queriam ir trabalhar e não puderam.
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. As greves raramente são para resolver os problemas dos trabalhadores. São, antes, para promover outras agendas.

      Este governo é o pior? Sinceramente, não sei. Quando começar a governar é que farei a minha avaliação.

      Cumprimentos, caro António.

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  2. Tudo normal, como dizes. Uma pessoa tirou o dia de greve para ir ... à praia com a neta e não teve vergonha de o dizer na tv.

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    1. Quem faz greve é a função pública as empresas públicas. Logo aqueles a quem o pacote laboral não se aplica ou pouco incidência tem nesses sectores.

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