quinta-feira, 21 de maio de 2026

Excursionistas maritimos e outros figurões

 

Uns quantos figurões têm manifestado a sua indignação por causa da maneira como os badalhocos da mais recente flotilha que tentou chegar a Gaza foram tratados pelos israelitas. Nada com que, parece-me, um governante se deva preocupar. Se calhar seria melhor que Luís Montenegro se preocupasse mais com a segurança dos portugueses, do que com as actividades que os meliantes desenvolver lá longe e com as quais nada temos a ver. Ou, vá, governar talvez não fosse má ideia. Também Costa e Gueterres exprimiram o seu horror perante as imagens divulgadas daquela vadiagem a ser devidamente educada pela tropa israelita. Eu, confesso, estou igualmente horrorizado. Ainda não me esqueci do que um e outro fizeram ao país. Nem tal é possível. Mesmo que quisesse, basta sair à rua para a realidade com que me deparo mo recordar.

Quando às criaturas que embarcaram no cruzeiro pelo Mediterrâneo, já sabiam ao que iam. A ideia sempre foi, nesta e nas outras expedições marítimas, dar nas vistas e ter uma passeata à borla. A contrapartida era passarem por aquela provação. Mais ou menos como fazem algumas agências de viagem que organizam excursões gratuitas em que, para beneficiar da oferta, os excursionistas têm de assistir durante duas horas à apresentação de um produto qualquer. Só vai quem quer e quem vai é porque está disposto a aturar os palestrantes. Depois não se queixem. Até porque ninguém quer saber.

4 comentários:

  1. Concordo e acho que não deveriam fazer por ser demasiado perigoso!
    Beijos e bom fim de semana!

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    1. E, principalmente, não deviamos ser nós contribuintes a pagar as passeatas destes fascistas. Sim, são isso que eles são. Apoiantes de sanguinários e de ditadores não lhes arranjo nome mais apropriado.

      Bom fim de semana!

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  2. Alinho pelo mesmo diapasão. É disto que esta gente vive. Para eles são medalhas. A comunicação social dá-lhes brilho, palco e tempo de antena. Enquanto assim for, haverá sempre cruzeiros e outros que tais.

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    1. Exactamente. Não fosse o inusitado apoio da comunicação social e o financiamento do Irão e de outras ditaduras à esquerda europeia e a todo o tipo de "activismo" que tenha como alvo a democracia, esta gente estava sossegadinha a fumar uns charros ou a meter cenas nas veias. Ou no cú.

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