Nesta data, este ano mais do que nunca, há sempre quem nos lembre – e bem – que não podemos dar a liberdade e a democracia como algo garantido para todo o sempre. Com razão, reitero. Mas, no meu caso e porque já cá ando vai para muito tempo, sei isso desde mil novecentos e setenta e cinco. Muito antes, portanto, do que aqueles que agora fazem questão de me alertar para o perigo de as perder. O que não deixa de ser irónico é a esmagadora maioria desses “alertas” vir daqueles que, ainda não há assim tanto tempo, se aliaram para chegar ao poder e governar durante quase dez anos precisamente com aqueles que quiseram acabar com ambas, ainda mal as tínhamos conquistado.
Também nas redes sociais vejo inúmeras mensagens de idêntico conteúdo. Legitimas, obviamente. Mas não menos hipócritas, lamento. Defender Abril não é seguramente apreciar as ditaduras que oprimem outros povos, sejam elas de que espécie forem, nem tolerar ditadores. Não existem ditaduras boas, seja em Cuba, na Venezuela ou no Irão. Nem, sequer, aspirantes a ditadores que mereçam o apreço de quem ama a liberdade e a democracia. Chamem-se eles Orbán, Trump ou Putin. Nem tão pouco, mesmo em democracia, pactuar com gente que se acha investida do direito a governar e que tudo faz para se perpetuar no poder. E disso está o mundo cheio. Inclusive em Portugal.
Onde coloco o meu aval, assinando este belo texto, tão de acordo com a realidade?
ResponderEliminar"Sempre...mas mesmo sempre". Não somente quando, e no, que lhes convém!
Bom fim de semana
Infelizmente há quem enche a boca de liberdade e democracia, mas que pouco a aplica quando estão em causas as ideologias que defende...
EliminarBoa semana!
Excelenle texto onde dizes tudo!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Os meus níveis de irritabilidade disparam quando vejo criaturas a tecer loas ao 25 de Abril, mas que na prática fazem o contrário...
EliminarBoa semana!
Já somos dois!
EliminarBeijos e um bom dia!