sábado, 15 de setembro de 2012

Ainda que mal pergunte (V)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, se construíram estádios de futebol onde ninguém joga à bola, auto estradas onde não passam ninguém, escolas onde não existem crianças e se atribuem subsídios para cineastas idiotas fazerem filmes que ninguém quer ver?!

Ainda que mal pergunte (IV)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, um governo qualquer se lembrou de comprar uns quantos submarinos?! Vá lá que depois foram “só” dois…

Ainda que mal pergunte (III)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, durante, por exemplo, a festa da ParqueEscolar?!

Ainda que mal pergunte (II)



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestaram nas ruas das nossas cidades e alguns ainda o fazem junto ao parlamento, quando, por exemplo, o primeiro-ministro mais incompetente que o país já conheceu, duplicou – no curto prazo de uma legislatura – as transferências do orçamento de Estado para as Câmaras Municipais?!

Ainda que mal pergunte



Onde estavam os manifestantes que hoje – legítima e justificadamente perante uma governação desastrada, incompetente e que insiste em persistir no erro – protestam nas ruas das nossas cidades quando, por exemplo, o primeiro-ministro mais incompetente que o país já conheceu, promoveu a entrada – a maioria sem concurso – de dezenas de milhares de pessoas para a função pública?!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os outros que paguem a crise!



Desde tempos imemoriais – devo ter começado por volta de 1329, mais coisa menos coisa – que escrevo, aqui e noutros locais onde o assunto tem sido debatido, a minha convicção que baixar salários é altamente prejudicial para a economia e especialmente nocivo para o equilíbrio das finanças públicas. Tenho-o feito com particular ênfase ao longo do último ano em que, por força do roubo dos dois meses de vencimento aos funcionários públicos, esta questão tem estado na ordem do dia. Não os contei mas devem ter sido algumas dezenas os posts que publiquei no Kruzes e, seguramente, centenas os comentários que deixei em fóruns e blogues onde esta temática tem sido discutida.
A minha posição, como era de esperar, foi quase sempre ignorada e  raramente suscitou reacções de outros intervenientes. Aqueles – poucos – que se deram ao trabalho de reagir aos meus desabafos fizeram-no quase sempre para, os mais simpáticos, me chamar burro. Ou, os mais condescendentes para com a minha iliteracia económica, financeira, fiscal e ignorância de uma forma geral, para me esclarecer que não era bem assim e que a diminuição da despesa do Estado contribuiria para a melhoria das contas públicas e que libertaria mais recursos que fariam a economia, um dia destes, começar um novo e promissor ciclo de crescimento.
Recordo ainda que, após o anúncio do corte dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos, não faltaram os elogios a esta medida. Lembro-me até de algumas caras felizes com a notícia. Não esqueço igualmente os comentários de satisfação que encheram as caixas de comentários dos jornais on-line e de outros sites e blogues onde se escrevia sobre a novidade. Tal como parece que ainda estou a ver a generalidade dos comentadores de televisão regozijando-se com tão corajosa, tanto como necessária, medida do governo.
Por tudo isso acho absolutamente hipócrita as manifestações de indignação que hoje assolam o país. Se, antes, cortar dois salários era bom, dava gozo e ninguém – para além das vítimas - criticava, porque raio hoje cortar um ordenado já é mau e capaz de provocar esta histeria social?! Se tirar dois vencimentos aos funcionários era óptimo para a economia, para as finanças e quem sabe até para a caspa, porque diabo tirar um mês aos restantes trabalhadores é assim tão dramático?! Os mesmos que antes as aplaudiam são agora os que berram contra as políticas do governo. Apenas e só, não encontro outro motivo para a súbita mudança de opinião, porque lhes vão ao bolso. E ainda têm a lata de chamar nomes aos políticos…