Sabe-se agora, se é que não se sabia antes, que as tais gorduras
de que esta cambada falava antes das eleições são os portugueses. A solução
para o emagrecimento tem vindo a ser conhecida ao longo do tempo e surpreende
até os mais precavidos e desconfiados. Aos jovens mandam emigrar, porque o país
não é para gente nova. Aos funcionários públicos – esses malandros - sugerem
que deixem de o ser, porque o dinheiro não chega para governar mandriões. Aos doentes
criam todas as condições para que morram quanto antes, que o Estado não pode
andar a pagar pequenos luxos como hemodiálise ou cirurgias e muito menos
passeios de ambulância. Aos velhos fazem o que podem para que vão desta para
melhor quanto antes, que isto de receber reformas é mais um daqueles direitos
adquiridos que fazem pouco sentido nos dias que correm. A todos, perante o
roubo de que estão a ser alvo e a tentativa de extermínio de que são vítimas, recomendam
que se deixem de pieguices. Qualquer bando de ladrões ou assassinos
dificilmente faria melhor.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Um deputado ao nível de almeida
João Almeida é um jove -
rapazola, digamos - que passou de forma efémera pela presidência do Belenenses.
O clube, que já foi um dos grandes no panorama desportivo nacional, tem passado
nos últimos por uma profunda crise e, como quase sempre sucede quando se está na
mó de baixo, tudo lhe acontece. Daí não surpreender que o actual deputado do
CDS por lá tenha andado, ainda que quase não tivesse tido tempo para aquecer o
lugar.
Mais do que para futebolices o rapaz parece é ter jeito para a política.
Pelo menos a julgar pela forma como exortou hoje os funcionários públicos a
procurarem outra vida se não concordam com as regras que o moço entende deverem
ser aplicadas à função pública. Com estas declarações, repletas de bazofia, ele
sabe que está agradar à esmagadora maioria do eleitorado e, por mais ataques de
que seja alvo por parte da oposição e dos sindicalistas, terá granjeado uma
imensa legião de admiradores entre todos – e são muitos - os que vêem um
inimigo em quem trabalha no sector público.
Não me choca que o Estado promova a mobilidade territorial nos
seus funcionários. Até porque, a continuar a senda de encerramentos de serviços
no interior do país, as pessoas terão de ser colocadas noutros locais se
quiserem continuar a trabalhar. Acho é desagradável - e completamente
desnecessária - a arrogância bacoca de um qualquer badameco engravatado e ar de
betinho. Principalmente quando usa argumentos javardolas que se lhe podem
aplicar quando, daqui por pouco mais de três anos, voltar a fazer parte da
oposição. Quando reclamar das propostas de um futuro governo podem sempre
recordar-lhe que quem não está bem muda-se.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Autarca visionário
Visivelmente satisfeito com a sua iniciativa, um presidente de
junta de freguesia anunciava ontem a disponibilização de um serviço de baby
sitter. Tão improvável oferta – quando vinda de um serviço público – teria,
segundo o próprio, a finalidade de permitir aos seus eleitores fregueses
desfrutar o dia dos namorados sem o empecilho dos fedelhos a estorvar as
comemorações.
A ideia até nem parece má. Apenas um bocadinho parva, vá. E
potencialmente perigosa, também. Isto porque cria um precedente que pode levar a
que o homem tenha de manter o serviço aberto vinte e quatro horas por dia, nos trezentos
e sessenta e cinco dias por ano. E, para evitar acusações de discriminação, é
melhor que o faça. Seria, sem dúvida, simpático ter um lugar para deixar os
rebentos, o cão ou a sogra, enquanto se dá uma queca. Ou mais. Um visionário,
este autarca.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Apaguem a luz, porra!
Embora não tenha dados que o comprovem, acredito que a freguesia
de Glória será, no concelho de Estremoz, a que terá o maior número de vivendas
com piscina. O que, naturalmente, não tem nada de mal. Antes pelo contrário. É
um indicador que revela qualidade de vida – zona de conforto, talvez – e que
constituirá, certamente, motivo de satisfação para a região.
Já, ao invés, o facto de a iluminação pública da aldeia se acender
por volta das cinco e meia da tarde me parece absolutamente intolerável. A
culpa não será, digo eu, dos moradores com piscina no quintal. Nem, se calhar,
dos outros. Mas alguém deve ser responsável por tão precoce acendimento das
luzes. Provavelmente alguém que vive num mundo cor-de-rosa, que ainda não se
deu conta que a energia é cara e paga com dinheiro público. Ou então é
accionista da EDP.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Estacionamento tuga
Estremoz. Centro da cidade. Sábado de manhã. Apesar da imensa
placa central do Rossio Marquês de Pombal - onde cabe sempre mais um - ali
mesmo ao lado, há quem insista em levar o popó até à porta do estabelecimento
onde quer fazer compras. Neste caso talvez tenha sido o talho. A urgência em
adquirir uns bifes para o almoço será uma razão de peso. Ou, quem sabe, a
imperiosa necessidade em beberricar um cafezito no pastelaria ali ao lado. No
caso em frente, para quem estiver no carro. Embora também não seja de descartar
a hipótese da loja das cuecas. Há coisas que não escolhem dias nem horas e que
não se compadecem com dificuldades logísticas. Nem de estacionamento.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Não gosto de ultimatos. É uma coisa que me aborrece.
Estrangeiros a mandar palpites acerca da maneira como nos
governamos ou fazemos a gestão do nosso território é coisa que parece estar a
tornar-se um hábito. Agora foram uns camionistas espanhóis. Diz que não querem
pagar as portagens nas nossas auto estradas. Pior. Têm a lata de fazer um ultimato ao governo –
ao nosso, que apesar de ser uma merda é o nosso e portanto só nós é que podemos
dizer mal – para no prazo de um mês criar uma zona livre de portagens até cento
e trinta quilómetros da fronteira.
Apesar do meu carro, mesmo nos dias em que está na garagem,
possuir o fantástico poder de passar por inúmeros pórticos das mais variadas
ex-scuts – mas isso talvez constitua motivo para um post com mais pormenores –
não discordo da cobrança de portagens neste tipo de vias. Se assim não for
terão de ser todos os contribuintes a pagar. Mesmo os que não têm automóvel. O
que, deve ser falta de visão estratégica, não me parece justo. Portanto quem as
usa que as pague. Principalmente se forem espanhóis.
Fico a aguardar que todos os que se indignaram com as declarações
da Merkel e do outro gajo alemão do parlamento europeu, manifestem igualmente a
sua revolta com esta espécie de ultimado. Que envolve, ao que parece, a ameaça
de uns quantos desacatos caso a sua pretensão não seja atendida. Desconfio, no
entanto, que a reacção seja exactamente a contrária. É capaz de recolher
simpatias do lado de cá. Principalmente entre um bando de alarves que se, num
caso semelhante, fizessem o mesmo em relação a opções do governo espanhol –
afectassem ou não os portugueses – eram gajos para não ter uma vida sossegada
quando atravessassem a fronteira.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Ninguém tem nada a ver como esbanjamos o dinheiro que nos dão!
Não partilho da onda de indignação que para aí vai em resultado
das declarações da chanceler alemã, por acaso uma cidadã da ex-RDA, acerca da
maneira como na Madeira se desbarataram os muitos milhões de euros que, oriundos
dos cofres europeus, desaguaram na ilha do Alberto João. A senhora podia até
ter dito muito mais, porque muito mais havia para dizer. Portugal de norte a
sul está repleto de exemplos que podiam perfeitamente figurar num compêndio
sobre a maneira como se não deve esturrar dinheiro.
Obviamente não é agradável ouvir um estrangeiro tecer criticas à forma
como nos governamos. Por mais razão que tenha. Edifícios que apenas são
utilizados escassos dias por ano ou, como mostra a imagem, estradas no meio de
nenhures com enigmáticas rotundas, são exemplos flagrantes da loucura
despesista de alguns que fazem obras, independentemente da sua utilidade, apenas
porque há dinheiro para gastar. Isto sem esquecer os milhares de “cursos de
formação”, que vão entretendo desempregados e gente com manifesta aversão ao
trabalho, de uma inutilidade sobejamente certificada e que de pouco mais servem
para além de mascararem os números do desemprego.
Mesmo assim acho que a senhora devia estar calada. Nestas como
noutras coisas a acção é muito mais importante que a conversa. E a criatura, se
acha que andamos a gastar mal o dinheiro que manda para cá, há muito que devia
ter agido. Fechado a torneira era capaz de ter sido uma boa opção. Com os
exemplos que todos conhecemos, o cidadão comum não notaria grande diferença.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Os azelhas da comissão de trânsito
Umas quantas sumidades na matéria, reunidas sob a designação de Comissão Municipal de Trânsito, produziram – já lá vão uns anitos – uma proposta de alteração ao trânsito no Bairro da Salsinha, Monte da Razão e Quinta das Oliveiras, aqui em Estremoz, que revolucionou a maneira de circular nas referidas urbanizações. Nada que os moradores reivindicassem, assinale-se, mas que mesmo assim os conceituados especialistas insistiram em produzir. Embora, como é fácil de constatar no terreno, as soluções propostas revelem – já o escrevi inúmeras vezes e voltarei a escrevê-lo outras tantas – completo desconhecimento da zona, desrespeito absoluto pelos moradores e total ausência de preocupações ambientais ou com a poupança de combustível.
Atente-se, a título de exemplo, na imagem acima. Não é difícil perceber - pelo menos para quem conhece o bairro, grupo em que os membro da tal comissão parecem não se incluir - que há moradores a percorrer agora mais quinhentos metros de cada vez que se deslocam de automóvel para fora da sua zona de residência. Tudo porque os cavalheiros que assim decidiram gostam de ruas com sentido único. Ainda que dois veículos se cruzem com a maior facilidade. Se cada residente fizer este percurso duas vezes por dia, não será necessária grande inteligência para calcular o dinheiro gasto ingloriamente por causa da decisão destas mentes iluminadas. Verdadeiros génios da arte de gestão de tráfego, até. Pena que evidenciem uma gritante falta de jeito para o cálculo.
PS - As setas verdes representam a circulação que se fazia antes e as laranja a que se faz depois da implementação do plano engendrado pelos sábios da comissão de trânsito.
PS - As setas verdes representam a circulação que se fazia antes e as laranja a que se faz depois da implementação do plano engendrado pelos sábios da comissão de trânsito.
E se fosse o Sócrates?
Façamos um pequeno exercício. Um suponhamos, vá. Imaginemos que o primeiro-ministro era ainda José Sócrates – lagarto, lagarto, lagarto, ai Jesus, cruzes canhoto - e que, tal como o parvo que lá está agora, tinha decidido não conceder tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval. Mais. Não contente com tamanho tiro no pé vinha, alarvemente, papaguear que quem não fosse trabalhar não era patriota. Não serão certamente necessários especiais recursos imaginativos para calcular o arraial que a comunicação social ia montar em torno de tamanho disparate. Com este tudo é diferente. Muito mais suave. O homem tem boa imprensa, os críticos de antes são os apaniguados de agora e os jornalistas não se atrevem a piar muito não vá o Relvas tecê-las.
Embora não seja especial apreciador de festas carnavalescas reconheço, tal toda a gente que saiba fazer contas, a importância desta quadra na economia e na tradição popular. A mesma para a qual Parvus Coelho se está nas tintas. O que significa estar nas tintas para o povo que governa. Mas isso, vindo de onde vem, a poucos surpreenderá.
Tudo indica que em 2012, apesar de receber menos dois meses de salário, vou trabalhar mais cinco dias. Pelo menos. Daí que não reconheça a um badameco qualquer, autoridade para ganir acerca de atitudes patrióticas. Para isso ou para outra coisa. Porque – não me devo enganar muito – Terça-feira de Carnaval vai ser um feriado igual ao que sempre foi. Já da autoridade do primeiro-ministro não se poderá dizer o mesmo. O país vai desobedecer-lhe. Ostensivamente.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Concentradissimos no acessório
Imaginação e capacidade para gastar dinheiro – que normalmente não têm, sublinhe-se – são atributos que reconheço à generalidade dos autarcas. Qualquer pretexto é bom para uma comemoração, uma festa ou para instituir a prática de uma qualquer actividade. Tudo à borla, de preferência, que isso de cobrar seja o que for aos eleitores envolve sempre aspectos desagradáveis. A menos, claro, que seja à socapa. Tipo no IMI, que aí eles pagam nas Finanças e a maioria nem sabe que a massa vai direitinha para os cofres das Câmaras e daí para as tais comemorações, festas e actividades importantes.
Como, por exemplo, proporcionar a prática de yoga aos meninos do ensino básico e pré-escolar. Coisa fundamental na formação académica das criancinhas, ao que parece. Essencial para as manter atentas e elevar a sua capacidade de concentração nas aulas, diz que também. Deve ser, pois. Nem desconfio se os montantes envolvidos serão ou não relevantes. Pouco me importa. Se calhar a malta que encontrou emprego a dar estas aulas até nem ganha muito e, compreende-se, precisa de trabalhar que a vida está difícil. Depois queixam-se que as refeições escolares estão em perigo porque a autarquia não tem verbas…
Nem tudo, no entanto, são actividades parvas ou despesas sem nexo. Algumas autarquias do interior estarão a ponderar a hipótese de se substituírem ao Estado no transporte de doentes a consultas e tratamentos médicos. De louvar, sem dúvida. Se podem levar velhotes e mais carenciados a discotecas, proporcionam viagens de avião só para experimentarem a sensação, organizam excursões a Fátima ou ao Oceanário e fazem as festas mais variadas e alarves, também podem ajudar quem necessita a aceder aos cuidados de saúde indispensáveis.
Mas isto sou só eu a divagar. É uma estranha mania de ver as coisas todas ao contrário que não há maneira de me largar.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Estroinas
Comparar a situação em que vive o país com a de um grupo de amigos que foi ao restaurante e no final da festarola não tem dinheiro para pagar a conta é apenas uma parte da verdade. E, como se sabe, uma meia verdade geralmente produz muito mais estragos que uma mentira. Embora a analogia faça algum sentido, seria bom esclarecer que, desse grupo de pândegos, alguns comeram caviar e beberam champanhe enquanto a imensa maioria apenas emborcou umas mines e mastigou uns tremoços. Convém também que se diga que, no final da pândega, a conta é a dividir por igual independentemente do que cada um tenha consumido e que, pasme-se, até os que não foram ao banquete têm de pagar. Mesmo assim, seria bom que quem faz estas comparações não se esquecesse de referir que ainda há uns quantos que insistem em continuar o repasto e outros que não querem pagar. Nem ficar a lavar os pratos, que foi a alternativa manhosa que a nova gerência da espelunca encontrou para minorar os prejuízos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Poupar nas balas. E, já agora, nos juizes.
Não sou especial apreciador da maneira como os polícias abordam o vulgar cidadão. Arrogância e não raras vezes má-educação parecem ser requisitos essenciais para pertencer a qualquer força de segurança. Que essa postura seja exibida em situações críticas ou na presença de potenciais criminosos é compreensível, mas quando se trata de uma qualquer banal ocorrência é esta pose absolutamente descabida e reveladora, entre outras coisas, de má conduta profissional.
Nutro, no entanto, alguma admiração pelo trabalho policial. Nomeadamente aquele que obriga a dar o coiro ao manifesto. Que é como que diz a lidar com todo o tipo de escumalha e arriscar a vida, na maior parte das situações, por muito pouco. Daí que tenha dificuldade em perceber que um policia seja condenado em catorze anos de prisão por ter morto um meliante. Na sequência de um assalto, diga-se. Parece que o agente terá agido com negligência. Durante o assalto e na perseguição que se seguiu não manteve o cano da arma apontado para cima e o dedo longe do gatilho. Coisa que, pensava eu – mas ninguém me manda ser parvo – devia ser, ela sim, considerada negligente. Se assim é não se justifica que a polícia ande armada. Era até uma boa maneira de poupar. Não se gastava dinheiro em armamento, não se apanhavam os assaltantes e poupava-se um dinheirão com os trâmites judiciais. Só vantagens, portanto.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Justiça cega
Valentim Loureiro foi hoje absolvido por um tribunal qualquer. Parece que era acusado de coisas. Que, como é óbvio, não terá feito. Tal como já aconteceu, em tempos, com a Fátinha de Felgueiras, com o Avelino de Marco de Canavezes e está para acontecer com o Isaltino de Oeiras. Ou como irá suceder sempre que em causa esteja alguém – autarca ou não – a quem a parolada bate palmas. Nem se percebe bem porque razão a justiça perde tempo com ninharias em lugar de se preocupar crimes realmente importantes. Tipo roubo de peixe congelado, feijão verde ou champô. Vá lá que, de vez em quando, aparecem juízes com “eles no sítio” capazes de punir, com a severidade que este tipo de crime merece, os perigosos sem abrigo e as temíveis velhinhas que espalham o terror nos supermercados.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Lágrimas de crocodilo
As noticias sobre velhinhos sozinhos e abandonados à sua sorte – ou, no caso, azar – voltaram a estar na ordem do dia. Infelizmente aquilo que, por estes dias, as televisões não se tem cansado de mostrar não constitui novidade e, antes pelo contrário, não se trata de um fenómeno isolado nem, ainda menos, passageiro. O envelhecimento da população e outras circunstâncias que, quase sem se dar por elas, se foram acentuando na sociedade potenciam o surgimento de cada vez mais casos como os que têm sido relatados.
Soluções para situações desta natureza não existem. Nem será fácil encontrar uma forma de as minimizar. O que se dispensam são as lágrimas de crocodilo. Nomeadamente de jornalistas bem pagas ou de assistentes sociais com jeito para a representação. Não se espera que ninguém, principalmente esta gente, faça milagres. Agora o que gostava era que as profissionais da assistência social tivessem a honestidade de, perante as câmaras de televisão, ter a mesma atitude que exibem nos seus gabinetes a quem as procura para encontrar uma solução de acolhimento para os seus parentes mais velhos. Ou, por exemplo, quando nos hospitais procuram a todo o custo despachar, seja para onde for, os doentes com alta médica mas sem condições para ficar em casa. E, já agora, que jornalistas de lágrima prestes a brotar as interrogassem acerca disso.
domingo, 29 de janeiro de 2012
E a crise que não há maneira de chegar à praga dos animais de estimação
Esta é uma nova foto do alhal da crise, bastante mais pormenorizada do que a anteriormente publicada e obtida poucas semanas depois. É por isso visível, entre as viçosas plantas que entretanto evidenciam um razoável crescimento, a presença de um vistoso cagalhão. Não tendo eu nenhum cão, gato ou qualquer outro animal de estimação que produza dejectos destas dimensões a sua presença só pode significar que o meu quintal anda a servir de retrete à canzoada da vizinhança.
A julgar pela inusitada frequência com que estas coisas me aparecem por aqui, tudo leva a crer que algum canito das redondezas terá qualquer problema do trato intestinal e apenas consegue aliviar a tripa nesta circunscrita zona do bairro. Onde, por azar, se situa o meu pequeno quintal. A identificação do abusivo prevaricador está a revelar-se difícil. O que é uma pena. Teria todo o gosto em devolver o presente ao legítimo proprietário. Enquanto isso não acontece decidirei se, quando souber a quem pertence o cachorro, lho atiro para o quintal ou o introduzo na caixa do correio. Até lá vai direitinha para o meio da rua. Literalmente.
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