ALCAÇOVENSE 5-5 CFE (BENJAMINS B)
Há 9 horas
Blogue de opiniões irrelevantes nem sempre fundamentadas
Portugal prepara-se para ser um dos poucos países da União Europeia, senão mesmo o único, a transpor uma directiva comunitária que permitirá aos comerciantes cobrar aos clientes uma taxa pela utilização do cartão multibanco no pagamento das compras efectuadas.
Ridícula, idiota, disparatada e perigosa tem sido alguns dos adjectivos mais simpáticos utilizados para qualificar esta opção do governo. Por mim discordo destas criticas e manifesto desde já a minha concordância com tão sábia decisão. Trata-se de uma justíssima medida no âmbito do apoio social aos “desfavorecidos” que têm visto os seus rendimentos, oriundos do produto do roubo de carteiras e outros assaltos, diminuírem drasticamente graças ao dinheiro de plástico – único que os portugueses trazem nas algibeiras – bem como constitui uma importante ajuda no âmbito do combate à crise que atravessa o comércio nacional.
Argumentarão alguns que não será bem assim porque os comerciantes já fazem reflectir no preço final os encargos que tem de suportar com os terminais de pagamento automático. Por isso mesmo é que esta ajuda extra é importante. A todos os títulos. Inclusive o fiscal, porque se mais compras passarem a ser pagas em dinheiro vivo maior será o benefício em termos de impostos a pagar pelo comerciante. O que, reafirmo, é óptimo para a economia nacional e para a promoção da justiça e igualdade social.
Claro que os do costume irão pagar um pouco mais, mas, convenhamos, é por uma boa causa. Ajudar quem mais necessita – tal como fazer compras – faz bem a alguns egos e portanto trata-se tão só de juntar o útil ao agradável. Ladrões, comerciantes e outros desprotegidos agradecem.
Parece mentira! A Policia Judiciária, em lugar de se preocupar em identificar os autores de blogues anónimos, lançou uma inusitada campanha de perseguição a empresários e altos quadros de empresas públicas e privadas. Estas pessoas, empreendedoras por natureza, peças chave para a saída da crise, potencialmente geradoras de riqueza e de criação de emprego, não mereciam este tratamento por parte das autoridades. Pelo contrário. As suas acções – sejam elas quais forem – deviam ser apoiadas, estimuladas e alvo de todos os incentivos e aplausos. Infelizmente assim não acontece e opta-se por perseguir gente séria, honesta e que muito contribui para o progresso e bem-estar dos portugueses, ao mesmo tempo que se deixam em paz bloguistas anónimos, que urdem campanhas negras, cheias de ódio e perseguição pessoal contra pessoas ligadas ao Partido Socialista. Partido a que têm ligações alguns dos agora investigados pela PJ, diga-se. Coincidências.
*Expressão tipicamente tuga - e um bocadinho xunga, também - que não sei ao certo o que quer dizer.
Há sinais de trânsito que só atrapalham e que constituem um verdadeiro atentado à facilidade de circulação, ao ambiente ou até mesmo à inteligência. É o caso da zona onde resido. Outros são apenas inúteis. Como o que assinala a proibição de circular numa via junto ao Largo General Graça, onde estão a decorrer obras. Apesar de todos os defeitos que os condutores portugueses possam evidenciar, particularmente a pouca concentração que demonstram em muitas circunstâncias, não parece necessário avisar os automobilistas que naquela artéria o trânsito está proibido. O tapume e o estaleiro que está por detrás constituirão certamente motivo mais que suficiente para desmotivar qualquer um de tentar passar. Digo eu, não sei.
Os paneleiros e as fufas bem como a sua vontade de casar de véu e grinalda parecem constituir o principal problema do país. Ou, pelo menos, o que exige maior celeridade de decisão do governo a empossar por estes dias. Esta ordem de prioridades enoja-me e não pode deixar de causar espanto mesmo entre os eleitores do partido do governo que são na sua imensíssima maioria gente de bem, honesta e que de certeza não dá grande importância à paneleiragem e actividades correlativas.
Como já escrevi inúmeras vezes em posts publicados neste blogue estou-me nas tintas para essa malta. Eles que encham os intestinos com o que quiserem, atasquem o “besugo” em merda se isso lhes dá prazer ou façam o que muito bem entendam. É lá com eles – ou com elas – e desde que não me aborreçam, não serei eu a criticar as suas opções ou os seus gostos. Agora o que acho incompreensível é que os mais altos dignitários da nação, aqueles a quem pagamos para gerir a coisa pública, percam o seu tempo e esbanjem o dinheiro que devia ser aplicado em fins mais nobres a discutir assuntos de nesta natureza. Apesar de reconhecer que mesmo as aberrações devem ter alguma regulamentação isso, num país com tantos problemas importantes, nunca devia ser considerado como prioritário.
É perante situações como esta que me apetece repetir um impropério que, num tempo não muito distante, constituía uma verdadeira afronta àquele a quem fosse dirigido: “Eles que vão levar no cú!”. Mas não o vou fazer. Ainda eram capazes de gostar.
Para fazer passar uma mensagem, seja de que tipo for, convém que a mesma seja clara e perceptível ainda que não necessariamente verdadeira. Isso pode constituir a diferença entre o sucesso e o fracasso, entre atingir ou não o objectivo que se pretende alcançar.
Este é, por exemplo, o tipo de mensagem condenada ao insucesso. Para além da dificuldade óbvia em decifrar o seu conteúdo, considerar que o individuo cuja imagem e/ou reputação se pretende atingir - provavelmente um inimigo – tem cara de osga, parece constituir um insulto demasiado fraquinho. Principalmente numa região, como é o caso daquela onde a foto foi obtida, em que as pessoas que por lá habitam mantêm uma relação de cordialidade com o pequeno réptil.
Veja-se, igualmente, o caso deste post. A mensagem que transmite será tudo menos clara ou perceptível. Mas, no caso, isso é o que menos importa. Afinal o objectivo não vai além de escrever qualquer coisa que justifique a publicação de uma foto que há meses andava aqui pela pasta das fotografias a publicar e que agora pode finalmente ser apagada.
Existem actividades, chamemos-lhe assim, bem remuneradas neste país. E se calhar no estrangeiro, também. Burlar os outros é uma delas. Mas é igualmente um pleonasmo porque ninguém se burla a si mesmo. Vem este arrazoado idiota e pouco menos que incompreensível a propósito da anunciada possibilidade de qualquer um, com relativa facilidade e pouco engenho, poder auferir a simpática quantia anunciada na imagem ao lado. Para tanto, promete o putativo burlão, necessitará apenas de efectuar procedimentos básicos como dobrar circulares, introduzi-las num envelope, pespegar uma lambidela ao dito e enviá-lo para o destinatário.
Claro que a coisa não é assim tão simples. Trata-se somente de mais um esquema manhoso dos muitos que em tempos difíceis – e se calhar até nos fáceis – é urdido por quem tem uma relação inconciliável com a honestidade e uma grande vontade de ganhar “algum” sem grande esforço. A burla continua a funcionar, mesmo após tantos anos de uso, porque muitos outros, sem a manha dos primeiros mas com a mesma vontade de ganhar dinheiro fácil, acabam por cair na esparrela após fazerem a rápida multiplicação por quatro da quantia prometida e chegarem a um bonito número que corresponderia ao seu hipotético ganho mensal.
Desconfio que anúncios onde se oferecem outro tipo de empregos, em que se tenha de usar mais a força dos braços que a agilidade da língua, não obterão tantas respostas. É uma questão de preferência. Embora, neste como noutros casos que agora não vêm ao caso, fosse preferível usar a cabeça.
Não gosto da obra de José Saramago. Tentei lê-lo muito antes de se imaginar que o homem pudesse um dia ser laureado com um Nobel e, confesso, desisti. Também não gosto de o ouvir falar. Embora, felizmente, as suas aparições televisivas sejam raras, o homem tem por hábito despejar um chorrilho de disparates que, não sendo de estranhar em pessoas da sua idade, não parecem próprios de alguém que tem um certo prestígio a salvaguardar.
Perdi já o conto ás inúmeras fotografias de merda de cão que publiquei aqui no blogue. Claro que daí não resultou nenhuma alteração de comportamento por parte dos donos, nem os canitos deixaram de cagar a seu bel-prazer por onde muito bem lhes apetece. Mas não é por isso que deixarei de me insurgir contra a javardice provocada por uns quantos cidadãos pouco respeitadores das regras da boa convivência e do respeito pela limpeza e higiene que devem existir no espaço público.
O mais interessante é que muitos dos que contribuem para este estado de coisas são pessoas bem-postas na vida, com um nível de educação – medida apenas pelo diploma, claro está - acima da média e uma pretensa cultura cívica que não lhes devia permitir terem uma atitude tão básica e primitiva quando se trata de cuidar da canzoada. Abrir o portão e deixar o animal ir cagar para a porta do vizinho não me parece ser um acto de salutar vizinhança. Principalmente quando, como é o caso, o vizinho sou eu. Menos ainda será um acto de alguém preocupado com a saúde pública. Nem, se calhar, com a saúde do seu cão…
Hoje é dia de reflexão. Mais um. Pela terceira vez num curto espaço de três meses somos chamados a reflectir. Embora a reflexão seja um exercício importante a insistência na sua prática parece manifestamente exagerada. Repetitiva, até. Daí que, tal como acontece quando escrevo os outros posts, não tenha reflectido grande coisa acerca do tema sobre o qual me irei debruçar. Assim sendo as opiniões que aqui expressar continuarão a ser pouco sérias, por consequência não deverão ser levadas a sério por gente séria e, acima de tudo, continuarão a revelar-se completamente irrelevantes e desprovidas de qualquer fundamento.
Terminada a campanha eleitoral no nosso concelho e apresentadas todas as propostas, cabe agora aos estremocenses decidir o que querem para o nosso futuro. Por mim lamento apenas que ninguém se tenha referido ou apresentado ideias para combater aquele que é “O” problema de Estremoz e, de um modo geral, de todo o interior. A desertificação humana. Temos uma cidade e um concelho com qualidade de vida e onde temos tudo o que é exigível a uma terra com a nossa dimensão. Falta-nos apenas o essencial. Gente. Pessoas, porque sem elas podemos ter políticos genialmente brilhantes ou uma cidade espectacular, que de pouco servirá.
Claro que esse é um problema que nenhum dos candidatos pode resolver - todos eles até já contribuíram para a sua minimização – porque este é um daqueles casos em que a culpa recairá, quanto a mim, muito mais nos cidadãos do que nos políticos. A baixa natalidade, a continuar a tendência das últimas décadas, provocará num futuro não muito distante o desaparecimento de muitas localidades, tenham elas ou não infra-estruturas fantásticas. Por isso o meu desafio, mesmo que irreflectido, é que os eleitores e as eleitoras aproveitem o dia de reflexão – e também a noite – para reflectir sobre este assunto e, principalmente, agir. Vocês sabem do que eu estou a falar…
Tal como seria de esperar, até porque é o hábito em período eleitoral, todos os partidos e outros candidatos às centenas de Câmaras e milhares de Juntas de Freguesia prometem nos seus programas a realização de obras para todos os gostos e a tomada de medidas em todas as áreas a que a nossa imaginação nos possa conduzir. Seja o que for que nós pensemos que possa ser feito, de certeza que já alguém pensou antes e aparece escarrapachado no programa de algum candidato a alguma coisa.
Prometem espalhar infra-estruturas de toda a índole por todo o território que, no interior pobre e desertificado, não terão num futuro próximo qualquer utilidade por não haver pessoas para as usufruir e que no litoral superpovoado servirão apenas para atrair ainda mais gente e diminuir, por consequência, a qualidade de vida.
Prometem uma generosa distribuição de dinheiro por determinados grupos, modernamente apelidada de apoios sociais, que na prática servirá para estimular o mercado da droga e da venda de armas. Ou, num segmento mais específico, dinamizar o mercado da prostituição e aumentar o fluxo de remessas monetárias para o Brasil.
Para pagar todas essas promessas será necessário muito dinheiro. Isto se partirmos do princípio que quem as faz tenciona pagá-las – o que em muitos casos, a ocorrer, constituiria uma surpresa – mas quanto a isso os programas eleitorais nada dizem. É, no entanto, bom que se tome consciência que aquilo que os aspirantes a políticos pretendem construir ou as verbas que prometem entregar aos mais pobres, como gostam de dizer, vão sair do bolso de alguém. No caso de todos os que pagam o IRS, o IMI e o IUC que, apesar de pagos longe das instalações municipais, constituem a principal fonte de financiamento da maioria dos municípios portugueses.
É por isso que a pergunta se impõe. Será assim tão difícil prometer não fazer nada?! Para além de ser uma promessa relativamente fácil de cumprir, em muitos casos daria reeleição quase garantida.
Costumam ser os pequenos partidos a apresentar as propostas eleitorais mais esquisitas. Até porque, sabem à partida, não terão a responsabilidade de cumprir tudo o que de anormalmente estranho prometerem durante a campanha eleitoral. Causa-me por isso alguma surpresa que seja a candidata do Partido Socialista à Câmara do Porto a prometer dar tripas - o típico e simultaneamente asqueroso prato da cidade – a quem visitar a Invicta caso venha a ser, como não se espera, eleita para a presidência daquela autarquia. A proposta, para além de ridícula, apenas é viável mediante uma interpretação deveras generosa do complicado processo legislativo que rege as autarquias.
A Elisa, que até parece ser simpática e acredito pudesse ser uma boa Presidente se tivesse sido eleita há vinte anos, não goza de grande popularidade entre os eleitores locais. A estratégia de colagem ao velhote badalhoco que preside aos destino do clube que joga no Estádio do Ladrão já provou noutras ocasiões ser errada e afasta mais potenciais votantes do que aqueles que poderá cativar. Estranho é que dentro do PS ninguém perceba que enquanto os seus candidatos tiverem o alto patrocínio do presidente do clube de futebol do Porto nunca ganharão eleições naquela cidade. É, aliás, esse distanciamento que tem dado e continuará a dar sucessivas vitórias a Rui Rio.
Ninguém, pelo menos fora do Porto e do PS, percebe do que estarão à espera os dirigentes locais e nacionais para promoverem de vez o afastamento entre o partido e o dito velhinho. A menos que ambos tenham tanto em comum que uma separação se torne mais difícil do que separar gémeos siameses.
O Bloco de Esquerda é um partido de causas. Perdidas e parvas quase todas mas, ainda assim, causas. Na falta de ideias melhores, ou por influencia de algum militante mais idiota, os gatos parecem ser a nova paixão dos Anacletos. De tal forma assim é que no Porto o programa eleitoral do BE àquela autarquia lamenta “a ausência de protecção para o gato de rua” e propõe-se criar a figura do “gato comunitário”, para o qual defende um “estatuto de protecção”. O que, presume-se, poderá ser o primeiro passo para a nacionalização dos pequenos felinos.
Faça-se, no entanto, alguma justiça à coerência destes fulanos. Esta causa está plenamente integrada naquilo que tem vindo a ser o percurso e as opções estratégicas deste partido ao longo dos últimos anos. É por isso que depois de defenderam veementemente as causas das bichas, não constitui grande surpresa que venham agora defender a dos bichanos.
Volta e meia ouvem-se noticias que dão conta do roubo de combustível dos depósitos de viaturas estacionadas na cidade e, até mesmo, de outras recolhidas em instalações das empresas a que pertencem. Nada de muito surpreendente. Por um lado o elevado preço dos combustíveis transforma o precioso liquido que faz mover o mundo num bem extremamente apetecível para os amigos do alheio e, por outro, é conhecida a tendência dos automóveis de gama alta e dos furgões de grandes dimensões para consumirem uma quantidade apreciável de combustível a cada cem quilómetros. O que constitui, para os automobilistas que são forçados a possuir viaturas deste tipo, um verdadeiro drama tantas vezes incompreendido pelos fanáticos do abastecimento nas bombas de gasolina.
Desconheço se será por essa ou por qualquer outra razão que o proprietário deste carrito resolveu substituir o fecho do seu depósito por uma rolha de cortiça. Para além de ecológico é muito mais fácil de remover do que o equipamento de série, muito mais barato e apresenta ainda a inegável vantagem de proporcionar ao meliante que tenha de proceder à recolha do conteúdo a possibilidade de deixar tudo como encontrou sem necessidade de provocar estragos.
Claro que pode ser apenas para desenrascar porque a outra tampa se estragou ou, simplesmente, porque se trata de um chasso e o dono não está para investir mais dinheiro naquilo. Seja como for está original. 

